Em 2023, apenas 8% das empresas portuguesas usavam Inteligência Artificial. Hoje, segundo um estudo da AWS e Strand Partners, 41% já recorrem à tecnologia e reportam aumentos médios de 30% no volume de negócios. Apesar do salto, poucas têm uma estratégia global de IA. A maioria enfrenta falta de competências internas, dificuldade em atrair talento, elevados custos iniciais e incerteza sobre o retorno. Para debater o papel da IA e do GPT-5 na estratégia e no dia a dia de um CEO, contamos com a visão de Manuel Dias.
De que forma a IA e o GPT-5 podem deixar de ser apenas uma ferramenta experimental e tornar-se um pilar estratégico para gerar valor, inovação e diferenciação competitiva nas empresas portuguesas.
Como transformar a adoção pontual de IA em iniciativas estruturadas, com retorno mensurável, superando a falta de competências internas e a dificuldade em atrair talento especializado.
Quais as literacias e capacidades que líderes e equipas devem desenvolver para aproveitar plenamente o potencial da IA generativa e analítica, sem perder de vista o elemento humano nas decisões estratégicas.
O Manuel é National Technology Officer da Microsoft Portugal, onde tem a como responsabilidade a definição da estratégia tecnológica e de inovação da Microsoft para Portugal. É também Professor Convidado na NOVA Information Management School (NOVA IMS), onde dá aulas de Data Science e Analytics. É ainda Fundador da Associação Portuguesa de Data Science (DSPA) e da Associação Portuguesa de Business Intelligence (APBI). É uma das vozes mais relevantes no tema da IA no panorama nacional.
00:00 - 02:58 - Introdução, dados sobre a adoção de IA em Portugal e apresentação de Manuel Dias
02:59 - 08:49 - Da experimentação aos agentes: evolução da adoção empresarial entre 2023 e 2025
08:50 - 15:27 - A IA como mudança estrutural e a passagem da transformação digital à transformação cognitiva
15:28 - 24:02 - Literacia em IA, formação, competências e preparação das organizações e da sociedade
24:03 - 28:53 - Literacia como capacidade de negócio, casos de uso, dados, governance e novas funções
28:54 - 33:05 - Como organizar a IA na empresa: centro de excelência, priorização e horizontes de inovação
33:06 - 42:33 - A transformação do CRM, da experiência do cliente e da personalização com IA
42:34 - 47:30 - Copilotos, agentes e equipas híbridas compostas por pessoas e sistemas inteligentes
47:31 - 56:43 - AI First versus Human Forward e a criatividade como nova forma de produtividade
56:44 - 1:04:33 - Agentes, vibe coding, empreendedorismo e sustentabilidade dos novos modelos de software
1:04:34 - 1:09:46 - AGI, Physical AI, robótica e a ligação entre inteligência digital e mundo físico
1:09:47 - 1:10:48 - Conclusões e encerramento do episódio
1. Adoção da IA em Portugal: A utilização empresarial de inteligência artificial cresceu rapidamente, mas muitas organizações continuam limitadas a experiências pontuais. O desafio já não é testar ferramentas, mas integrá-las na estratégia, nos processos e nos modelos de negócio.
2. Da experimentação à automação inteligente: O episódio distingue três momentos. 2023 foi marcado pela experimentação, 2024 pela consolidação de soluções e 2025 pela entrada dos agentes, capazes de executar ações e automatizar processos com maior autonomia.
3. Diferenças entre segmentos empresariais: Grandes empresas, banca, energia e telecomunicações avançaram mais depressa por terem investimento e talento. As PME representam o principal desafio, devido à menor capacidade técnica, financeira e de formação.
4. Transformação cognitiva: A transformação digital continua incompleta em muitas organizações, mas o novo paradigma exige ir mais longe. A transformação cognitiva implica redesenhar processos, produtos e modelos de negócio desde a origem com dados e inteligência artificial.
5. Literacia como infraestrutura estratégica: Compreender machine learning, IA generativa, modelos multimodais, agentes, dados, privacidade e riscos deixou de ser uma competência apenas técnica. Lideranças, profissionais e novas gerações precisam desta literacia para não perder capacidade de decisão.
6. Problemas de negócio antes da tecnologia: A recomendação central é não começar pelas ferramentas. As empresas devem identificar problemas, oportunidades e casos de uso com impacto real, avaliando esforço, diferenciação, tempo de implementação e valor para o negócio.
7. Modelo organizacional para a IA: Para empresas com dimensão suficiente, é defendida a criação de um centro de excelência de IA com peso estratégico, conhecimento do negócio, competências tecnológicas, objetivos próprios e capacidade para priorizar iniciativas perante a administração.
8. CRM e experiência do cliente: A IA transforma o CRM de repositório passivo em plataforma proativa. Permite personalizar interações em tempo real, individualizar recomendações, analisar contexto, antecipar necessidades e atuar ao longo de toda a jornada do cliente.
9. Copilotos, agentes e equipas híbridas: Os copilotos evoluem de assistentes reativos para agentes com capacidade de decisão e execução. As equipas passarão a combinar pessoas e agentes especializados, o que aumentará a importância de competências de delegação, coordenação e supervisão.
10. Human Forward, não apenas AI First: A adoção de IA não deve afastar o elemento humano. Clientes, colaboradores, comunidades, julgamento crítico, ética e criatividade devem permanecer no centro, usando a tecnologia para ampliar capacidades e não apenas para reduzir custos.
11. Criatividade como nova produtividade: As ferramentas multimodais tornam acessível a produção de texto, imagem, vídeo, música e código. A diferenciação deixa de estar apenas na execução e passa a depender mais da qualidade do pensamento, da estratégia, dos conceitos e das perguntas.
12. Inovação, software e Physical AI: Agentes e vibe coding reduzem barreiras à criação de software, mas modelos de negócio baseados apenas numa funcionalidade podem ser absorvidos pelas grandes plataformas. O episódio termina com a evolução para AGI, robótica e Physical AI, onde a inteligência passa a interagir com o mundo físico.
00:00:00 [Música] Bem-vindo ao Martech Talks, o podcast da Liminal que lhe traz entrevistas aos líderes de negócio que estão na linha da frente da transformação digital de departamentos de marketing e vendas para que também o seu negócio possa crescer nesta nova era tecnológica. Enquanto especialista em Martec, a Liminal tem vindo a conseguir melhorar os resultados de marketing e vendas de várias empresas, assegurando as condições para o sucesso dos negócios na nova era digital.
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00:01:05 Em 2023, apenas 8% das empresas portuguesas usavam inteligência artificial. Isto acordo com dados do INE. Menos de 2 anos depois, hoje, eh, em 2025, um novo estudo da AWS e da Strand Partners revela que 41% das empresas portuguesas já utilizam alguma forma de inteligência artificial e relatam impactos sobre o volume de negócios com crescimentos na ordem dos 30%.
00:01:29 Apesar deste saldo, de acordo com o mesmo estudo, poucas empresas portuguesas usam a tecnologia de forma transformadora. Isto é, hã, eh de acordo com este estudo e de acordo com as respostas das pessoas que foram inquiridas, poucas empresas portuguesas usam a tecnologia de forma transformadora ou ou a têm na sua estratégia global eh de negócio e inclusivamente para as as áreas tecnológicas e de inteligência artificial.
00:01:54 Junto a isto, há problemas relacionados com a falta de competências digitais dos colaboradores, dificuldade em contratar e e reter esses profissionais, investimentos iniciais muito avolados a inteligência artificial com grandes incertezas sobre o retorno desses mesmos investimentos. Para uma conversa sobre o papel da inteligência artificial na estratégia de negócio e o dia e no dia- a dia de um CEO, temos connosco Manuel Dias. Bem-vindo, Manuel.
00:02:19 >> Olá, tudo bem? Fantástico. Aqui. >> Muito obrigado, meu querido, e uma honra muito grande. O o o Manuel, para quem não conhece, é National Technology Officer na Microsoft de Portugal desde há muito tempo, onde tem como responsabilidade a definição estratégica ou da estratégia tecnológica para a Microsoft e de inovação.
00:02:37 é também professor convidado na nova, enfim, de aulas de Data Science Analytics, fundador da Associação Portuguesa de Data Science, da Associação Portuguesa de Business Intelligence e uma das vozes, provavelmente a voz mais relevante, arrisco eu aqui também com essa com essa honra, h a voz portuguesa mais relevante no que diz respeito ao a este tema da inteligência artificial.
00:02:59 Manuel, perante estes números que acabo de eh partilhar e de acordo com o teu conhecimento terreno, como é que avaliza o comportamento das empresas portuguesas face a esta disrupção da inteligência artificial? Em concreto, o que é que te parece que as empresas estão a fazer bem? Quais os erros que mais observas por aí fora? Eu acho que bom paraamos esta esta nova era de inteligência artificial generativa.
00:03:22 É sempre bom dizer isso, que é uma uma nova era no sentido em que a inteligência artificial não é um tema novo, mas a inteligência artificial generativa, que foi muito impulsionada com o chat GPT veio abrir aqui um conjunto de novos cenários, novas soluções muito relevantes para todos nós, para a sociedade e para para as empresas.
00:03:38 Isto ocorreu no final de 2022 e 2023 foi um ano de muita experimentação. Primeiro a nível a nível de todos nós pessoal e algumas empresas começaram a experimentar, começaram a fazer os primeiros protótipos. Portanto, eu diria que isso 2023 foi um ano onde a adoção foi bastante mais limitada, foi muito mais experimentação. 2024 nós já vimos uma consolidação, efetivamente consolidação, usar estes este estas soluções, estes modelos linguísticos para fazer soluções mais avançadas.
00:04:06 Eu depois posso dar al alguns exemplos de projetos que fizemos em Portugal, hh, e que na verdade nós vimos essa adoção já mais acelerada, já conseguíamos identificar, eu recordo-me durante 2024, muitas das empresas consultoras de sistemas de informação focarem-se na identificação dos use cases e era muito fácil chegar a uma empresa e identificar 40 use cases para inteligência artificial legativa.
00:04:29 O desafio era perceber quais eram os use cases de elevado valor e que tinham impacto no negócio. 25 traz aqui uma parte nova, traz uma parte nova que foi a introdução do tema dos agentes e não é por ser um mais um hype dentro desta área, mas é porque vai abrir uma área nova que é a área da automação inteligente.
00:04:47 E, portanto, nós falamos durante muitos anos ao nível de BPM, ao nível de RPA, de Robotic Process automation, mas eram processos muito automatizados com muito pouca inteligência. 2025 vai abrir essa nova área. Eu acho que essa é uma área de futuro e isso também traz uma nova área para as empresas rentabilizarem a adoção de inteligência artificial.
00:05:05 E, portanto, começamos a ver hoje muitas empresas que não têm apenas um chatbot para fazer serviço ao cliente ou serviço ao cidadão, no caso de setor público, mas sim para automatizar processos. Vimos isto entrar em muitos call centers. Obviamente a área criativa, a área mais de marketing era uma área que já estava a ser disrompida antes, porque os costumo dizer e acredito piamente que se calhar a área de de criação de conteúdos, de design, de gestão de produto, são áreas altamente potenciadas, onde a criatividade é muito
00:05:33 relevante e estas ferramentas podem ajudar bastante. E isso depois também nos permite, e voltando agora à tua pergunta, como é que a adoção tá a ser? Nós vimos diferentes segmentos do mercado a adotarem esta esta tecnologia. Quando falamos de grandes empresas, quando falamos da banca, quando falamos de energia, quando falamos de telecomunicações, obviamente estas empresas têm capacidade de investimento e têm recursos e talento qualificado e, portanto, já estão a usar, já estão a usar isto há há mais de um ano ou dois
00:06:01 anos em muitas delas começaram a fazer os primeiros projetos. Eu recordo-me do caso da EDP, recordo-me do caso do CTT, o caso da nós, que são tudo empresas grandes que já usam inteligência artificial generativa. Olhamos também depois para um outro cenário que é o cenário eh de setor público, onde o serviço ao cidadão 24x7, tirando partido do conhecimento que hoje em dia muitos dos organismos têm acumulado durante anos ou décadas.
00:06:26 Portanto, vimos também projetos como o Dama, projetos como o IRN e depois esta esta área que eu acho que é muito relevante, que é a área das startups e das PMEs. As startups já nasceram aqui e, portanto, a IA já faz parte do core business, já faz parte da estratégia de negócio, tá embebido em tudo aquilo que hoje em dia podem fazer e podem tirar a partir desta desta tecnologia.
00:06:48 As PME é um para mim é um dos grandes desafios é conseguir que esta tecnologia chegue às PMEs, tal como quando se calhar falamos de um de um CRM, quando falamos de um website, quando falamos de um Excel na área financeira, nós precisamos de preparar 99% do nosso tecido empresarial ou mais para realmente ir a partir desta tecnologia.
00:07:08 E eu penso que esse é um dos grandes desafios. Tu mencionaste outro que também me parece relevante para a adoção, que é o tema da capacitação. E mais uma vez ela é diferente consoante os segmentos. Há há enquanto olhamos para as grandes empresas, obviamente tem recursos e talento qualificado, quando olhamos para pequenas e médias empresas, é muito mais difícil acer esse talento e e conseguir no limite de ter uma PME consiga ter um diretor de informática ou um diretor de vendas uma semana a fazer formação em genative AI.
00:07:35 E, portanto, a Microsoft aí, obviamente tem um papel muito relevante na capacitação. muito aquilo que estamos a trazer para o mercado não é apenas tecnologia, há uma enorme preocupação com a adoção e, portanto, as competências, o apostar em competências em dirigentes, o apostar em competências nos professores, o trazer estas ferramentas para os alunos, o trazer isto para os gestores, é fundamental e temos vários programas a a a correr sobre isso, porque no final do dia o impacto no negócio depende da adoção e da correta utilização da
00:08:03 tecnologia. E é um facto esse estudo da AWS, nós temos vários estudos da IDC, por exemplo, onde olhamos efetivamente para uma um grande aumento de adoção em 2024 2025. Nós no caso do Copalot passamos de 46% das empresas worldwide para 75% no ano. Isto em 2000, no final de 2024.
00:08:26 E portanto vi vimos isso hoje em dia cada vez mais. Eh, mas é um trabalho contínuo, porque na verdade depois existem estes segmentos onde nós precisamos de ir. por exemplo, segmentos mais conservadores ou menos tecnológicos. Esse é o desafio para para conseguir digitalizar e tornar inteligente com esta com esta tecnologia e eventualmente também aqueles que estão mais à merecer de de haver disrupção de repente, não é? >> Claro.
00:08:50 >> Falsa a falsa segurança. >> Sem dúvida, sem dúvida. >> O o eu costumo dizer que nós vivemos o estas estas fases que tu agora descreveste, vivemos a fase do uau chat GPT. Uau! Escreve-se e enfim, quando a inteligência artificial já está há tanto tempo, sobretudo preditiva, mas ficou o mundo interra e eh espantado com com a generativa.
00:09:13 Passamos do au para o au e agora vamos experimentar e coisas adoc e cada um tem sua licença e aprendam, vejam o que é que se faz para o o now au how eu. E ag >> como é que isto é de facto transformador? como é que fazemos algo sistemático, estratégico e com retorno para os nossos negócios. E eu não tenho dúvidas que isto é mesmo transformador.
00:09:33 É muito importante enfatizar essa mensagem, porque se pensarmos, e às vezes eu conversas de café, pessoas que diz: "Ah, isto vai ser mais uma mais uma moda e não" e depois não vai pegar não. Isto é realmente aquilo que nós chamamos uma tecnologia de general purose technology, tal como a eletricidade há quase dois séculos disrompeu a forma como nós vivemos.
00:09:55 E não foi de um dia para outro. Tivemos que construir redes elétricas, substações e eh h criar novos equipamentos, pensarem, era impensável nós comunicassemos com outra pessoa do outro lado do mundo, com o telemóvel, como fazemos hoje. Agora, se nós trans trazermos isto para para a inteligência artificial generativa e pensarmos o que é que daqui por 2, 3, 5 anos isto afetou a área de educação ou a área da saúde ou a área de investigação, h, ou a área de comunicação e de marketing, porque hoje em dia a a o realismo do que é possível
00:10:28 produzir com este tipo de tecnologia é simplesmente impressionante. E, portanto, são tecnologias de de âmbito transversal que que afetam toda a sociedade, não é apenas para fazer um chatbot ou para fazer perguntas e respostas. Eu acho que isso é muito importante. E a forma de realmente ir à partido é aprender a usá-las, saber quais são os riscos, quais são as oportunidades, quais são as potencialidades.
00:10:50 Eh, que é muito fácil ficar para trás. Eu costumo dizer isto é muito fácil com o ritmo de evolução em que se calhar quando nós, eu dou sempre o exemplo da internet que demorou 16 anos a atingir um 100 milhões de utilizadores. Já GPT demorou 2 meses, Facebook demorou 7 anos, portanto e e continua a evoluir e continua a evoluir neste ritmo exponencial.
00:11:09 E, portanto, para as organizações e para as empresas, uma mensagem chave é é um paradoxo muito interessante que diz que as organizações evoluem no ritmo logarítmico, a tecnologia evolui no ritmo exponencial e, portanto, o gap aumenta exponencialmente e, portanto, há um trabalho enorme das empresas de capacitação de todos os seus colaboradores aos diferentes níveis.
00:11:30 Não é só os colaboradores normais, é as lideranças, é saber qual é o potencial. E, portanto, acho que há um trabalho enorme que é super estimulante. É super estimulante. Ou seja, nós estamos numa economia da inteligência, estamos numa nova economia do AI. E, portanto, esse é um ponto, um ponto chave. >> É, é uma é um uma questão em que a literacia e o conhecer esta nova realidade é fundamental.
00:11:54 Tenho uma pergunta sobre isso. Eh, eh, mas eh antes disso, eh, em certa medida há alguma justificação eh quando a sociedade e até os gestores nos dizem: "Bom, se calhar é mais o modismo". Eh, porque vimos tantos outros modismos eh vir modismos ou tendências tecnológicas virem e desaparecerem e e na área onde nós atuamos na LIMEL, sobretudo próximos da área de marketing e de vendas.
00:12:18 Então, e cada ano surge um novo guru com uma nova buzword e com uma nova promessa de que esta abordagem é que vai fazer a diferença. Hum, mas recordo-me, por exemplo, de que os últimos, sei lá, a última década, duas décadas, quase o a Buzzw transformação digital era dominante. A pergunta que tenho é: ainda é relevante falarmos em transformação digital? Já estamos num outro paradigma? Como é que vês isto? Pá, eu eu acho que eh se calhar para algumas áreas, para algumas empresas e organizações, ainda faz sentido a transformação digital,
00:12:50 porque é um caminho, não é só apenas uma uma transição, não é só passar a a colocar tecnologia, é preciso transformar os processos, mas acho que hoje em dia é muito mais interessante quase falar de uma transformação cognitiva >> das empresas, reimaginar os modelos de negócio >> com base em desde o início.
00:13:09 Acho que isso é, obviamente que estamos a pensar à frente, estamos a olhar para a frente, estamos a olhar para a inovação, mas eu acho que cada vez mais temos que pensar como é que nós definimos modelos de negócios, definimos estratégias de negócios, novos modelos com base em inteligência artificial e obviamente com base em toda a informação e em todos os dados h que que hoje em dia as organizações têm.
00:13:32 Portanto, eu acho que o tema tá um bocadinho ultrapassado. E nós continuamos ainda na cauda da Europa em muitos dos temas da transformação digital e das competências e por exemplo o nível básico digital das PME, somos dos piores da Europa e, portanto, há um trabalho a fazer aí não é só de transformação, é quase capacitação digital, mas acho que para uma empresa que hoje entra no mercado temos que pensar em em novos modelos de negócio e numa transformação cognitiva.
00:13:57 Sem dúvida alguma que é que é um nome um nome interessante resenhar processos, resenhar produtos, novos modelos de negócio, tirando partido da da inteligência artificial generativa. Um uma uma referiste um ponto só para deixar uma nota que eu acho que é relevante, que é obviamente todos os anos surgem novas novas modas, novos hypes.
00:14:18 A, o que eu recordo-me e gosto sempre de contar esta história de há 3 anos atrás em que a moda e especialmente no marketing falávamos muito do metaverse e o metaverse era era o tema principal e o que é facto é quando apareceu a inteligência artificial generativa eh em espaço de se meses o metaverse passou para a prioridade de investimento nas empresas e a inteligência artificial generativa com a cibersegurança tão no topo e estão no topo já há 3 anos.
00:14:40 Quer dizer que não é um não é apenas um hype. Isto para dizer que há muitos hypes que vêm surgindo, mas na verdade nós queremos no final do dia é que isto traga valor e impacto para as empresas. Quando vimos que a tecnologia continua a fazer isso continuadamente, como é o caso de inteligência artificial, e a evoluir e a a ficar cada vez mais eh integrada nos processos de negócio, obviamente que continua a ser uma grande prioridade e, portanto, não é uma moda, é muito importante dizer isto aos toores, não é uma moda, é algo que veio para ficar, é
00:15:08 algo que vai evoluir muito a quantidade de ferramentas, de copilotos, de coisas que hoje em dia são feitas com inteligência artificial. eh são muitas e vão ser muitas mais. E a parte que eu falei no início dos agentes é uma transformação que já está aí e que vai mudar mais uma vez a forma como nós trabalhamos.
00:15:28 E, portanto, esse esse é é um ponto relevante. >> Sem dúvida. Eu adoro este teu conceito de transformação cognitiva. O que eu costumo muitas vezes dizer e e e gosto ainda mais do o que disseste antes disso, que é o o o tema e o centro de tudo isto nunca é o digital, inclusivamente o cognitivo. O tema é sempre transformação.
00:15:49 vivemos durante décadas com negócios que podiam permanecer com aquele modelo de negócio, aquela forma de criar, entregar e captar valores durante décadas e gerações. Até isso acabou desde há muito tempo e agora ainda mais acelerado. E e este conceito de transformação >> permanente, ciclo permanente de transformação, da forma como ganhamos a vida, basicamente, eh agora com o apoio não apenas das tecnologias digitais, mas as tecnologias cognitivas, é eh é é brilhante. brilhante.
00:16:19 H, eu costumo muitas vezes dizer isto, h, vamos lá, há um problema de literacia, de facto, nos gestores e no e nos profissionais e das nossas empresas relativamente a estees assunto de inteligência artificial. É fácil confundir inteligência artificial com machine learning? É fácil e eh ficarmos deslumbrados com a Generative AI e esquecermos a as oportunidades imensas que existem com a a inteligência artificial analítica.
00:16:48 é fácil eh eh ficarmos também encantados e queremos investir, enfim, eventualmente aquelas organizações um bocadinho mais sofisticadas em eh modelos eh de de deep learning, sem percebermos os problemas que podem vir daí a propósito da AI explicativa ou neste caso que não se consegue interpretar. Hum, antes de avançarmos um bocadinho mais, fazer esta literacia, Manuel, por favor, ajuda-nos a mergulhar nestes conceitos e perceber.
00:17:13 A literacia é um tema que confesso me apaixona há muito tempo. OK. Não, eu eu sou professor convidado na na MS e no técnico também, mas na verdade não é só na faculdade. A literacia é um tema muito mais transversal à nossa sociedade. E sempre que há estas novas estas novas desrupções tecnológicas, eu eu comecei a fazer a dar aulas na área analítica com o Power BI, quando o Power BI foi potenciado muito pelo Power BI, já fazia com Excel, mas era uma das competências que eu costumo dizer que tá na mochila de todos nós. conseguir usar
00:17:45 um Excel hoje em dia, é impensável que um diretor financeiro, um diretor de recursos humanos, um um gestor de conta não ter essa essa e mas isto é há 10 anos atrás. Eh, e eu acho que o desafio e, e na Microsoft, esse também é um dos pontos fundamentais em termos da estratégia, portanto, alinhamos muito a minha preferência pessoal classe com a estratégia da Microsoft e tem sido um privilégio trabalhar muitas destas iniciativas, porque na verdade é preciso atuar a duas dimensões.
00:18:09 É preciso atuar a uma dimensão muito técnica de expertise. É onde nós, obviamente temos que falar de machine learning, temos que falar de algoritmos preditivos, temos que falar de algoritmos determinísticos, probabilísticos. vem desde quase desde a análise toda de dados. Há componente big data, que também foi um chavão que passou aí pelo meio, depois há componente de machine learning e agora inteligência artificial e depois inteligência artificial generativa.
00:18:33 E e essa evolução, eu fiz essa evolução toda e muitas das universidades atualizaram muitos dos currículos para dar para ir de encontro a essas desrupções tecnológicas. No caso da inteligência artificial H, o que eu vi foi efetivamente, como foi tão rápido esta transição, >> durante 2023 e 2024 havia muita falta de literacia.
00:18:56 falávamos de prompt engineering e toda a gente dizia, pá, prompt engineering é é espetacular, mas era era quase como o sexo dos adolescentes, todos falavam, diziam que já tinham feito uma prom, mas na verdade se calhar prontos à séria, não tinham feito muitas para conseguir para conseguir fazer isso. E portanto eu na altura, eu recordo-me em 2024, eh, vai agora 2025, não, 2023 criei a primeira cadeira de Generative AI na nova IMS, um desafio do professor Miguel Castro Neto.
00:19:25 a uma cadeira para as pós-graduações e, portanto, com muitas pessoas das empresas, e por isso é que eu vou buscar o tema da literacia nas empresas, com muitas pessoas das empresas, muitos estrangeiros também. É interessante ver que nós temos muitos estrangeiros a virem para cá e tem sido, vai já foi agora o segundo ano e tem sido um sucesso.
00:19:40 Aliás, ganhei um prémio de inovação pedagógica >> pela forma prática, não é porque eu seja um excelente professor ou porque não é pela forma prática, pela forma como nós colocamos as ferramentas, várias ferramentas, não é só ferramentas da Microsoft, na mão dos alunos e lhes pedimos para num semestre criam uma empresa, façam um projeto, criam um novo produto e o que é possível fazer hoje em dia.
00:20:03 Portanto, esse foi foi o primeiro e e foi e continua a ser ainda agora vai arrancar já a terceira edição. Ao mesmo tempo também percebi que havia precisamos de coisas mais pequenas que um gestor >> que pudesse fazer em dois em dois ou três dias, mas não é 2 horas. Quer dizer, isto não se aprende 2 horas. Dar uns conceitos básicos do que é que é machine learning, do que é que são algoritmos de regressão, de algoritmos de classificação, do que é que é processamento de linguagem e depois fazer a transição para o generative AI, quais são os cates? Porque muitas das
00:20:30 pessoas nem sabiam quais eram os cases, sabiam fazer prómetes de pergunta e resposta, mas há muito mais coisas. quando se explicava um rádio, quando se explicava como é que aquilo entrava no call center, como é que se explicava como é que aquilo gerava códigos, são tudo cenários e e também e depois também tive um desafio no técnico criar um curso de especialização no técnico mais em genative AI e agora com gentici.
00:20:51 E não não quer fazer publicidade, mas o engraçado é que mesmo com o meu tempo limitado fiz aquilo aos sábados, eram são três sábados e vai para a sexta edição. E e o que é o que é que é interessante é que eu tive advogados, tive médicas, especialistas, tive juristas, hh, tive todo o tipo de perfis, apesar de ser uma formação, tive muitos engenheiros e eu o técnico também é a minha casa, onde me formei, portanto, eh, mas 50% eram engenheiros, os outros 50% eram todos os outros perfis, designers, jornalistas, tudo
00:21:21 isso, pessoas à procura de um bocadinho mais de conhecimento para conseguir eh tirar partir desta tecnologia. É verdade, a cada a cada trimestre que passa, eu dou só um curso por trimestre, não tenho mais tempo e portanto e as vagas esgotam sempre, é, eu gasto gasto uma semana a atualizar os conteúdos e isto dá-me dá-me um pouco de noção, permite-me ficar atualizado, mas dá-me um pouco de noção do que é o ritmo de inovação.
00:21:46 Eu lembro-me em 2023 era tudo muito à volta de texto e de promete. 2024 apareceram os modelos multimodais. O vídeo hoje em dia já é mais do que do que tá aí. Veio o vibe coding. Quer dizer, e isto são tudo termos técnicos, se calhar para quem nos está a ouvir muitos muitos, se calhar de ouvir pela primeira vez ou não, mas são coisas que nós temos que nos habituar, tal como também hoje em dia todos sabemos o que é uma fórmula de Excel, nós temos que nos habituar a usar estas coisas.
00:22:08 E eu acho que esse é o desafio, é um desafio que hoje muitas das empresas estão a interessar. Microsoft hoje faz estes cursos gratuitos em escala no mundo todo. Aliás, o nosso objetivo para Portugal até até 2030 é conseguir chegar a seis milhões portugueses. Lançamos há há dois ou três meses atrás um programa na na CMTV e no falar global, uma rúbrica só sobre dicas de inteligência artificial para chegar a uma a outra faixa da sociedade que se calhar tá no café e e usou o telemóvel e pouco mais e que e que nós queremos chegar porque
00:22:39 efetivamente isto vai ser necessário para tudo. E portanto eu diria que esse é um ponto chave, é o ponto que nos vai definir, é o ponto que vai nos dizer se ficamos para trás ou não >> no ritmo de inovação que tá acelerado. Foi uma longa resposta, mas acho que o tema em si é um tema muito envolvente, que é muito importante para a sociedade, para a educação.
00:22:59 A educação é outra área muito relevante onde isto vai ter um impacto ao nível da literacia. Eh, mas é é transversal à sociedade toda. E, portanto, programas programas de literacia para as empresas, programas de literacia para as PMS, programa de literacia para o setor público. Uma das iniciativas super relevante que eu liderei nos últimos dois anos em parceria com o INA, com o Instituto Nacional de Administração e com um Consórcio de seis universidades, eh foi precisamente criar uma AI Business School para dirigentes de setor público
00:23:26 e, portanto, cada faculdade dar um módulo e fazer isto financiado pelo PRR. Não é qualquer modelo de negócio com a Microsoft. A Microsoft fornece muitos conteúdos, mas não estamos a falar sequer de conteúdos técnicos. Estamos a falar de liderança, estamos a falar de ética, estamos a falar de estratégia dentro de uma empresa.
00:23:43 E, portanto, a área é enorme e falta-nos efetivamente começar a pensar como é que colocamos isto no secundário, como é que preparamos as novas gerações que já usam isto mais do que os professores para usar de forma responsável, de forma ética, que lhes permita manter o sentido crítico e a criatividade. Sim, sim. Mas é um tema sem dúvida, muito muito interessante.
00:24:03 O o que muitas vezes me dizem é sim, Tiago, é importante esta literacia até para sabermos falar com o com os data scientists ou com a malta da IT que vai fazer projetos machine learning ou com Generative A alguma parte do nosso negócio. Eh, e enfim, termos aqui uma linguagem minimamente comum. Eu digo, não, não é só por causa disso.
00:24:21 E o exercício que eu peço que façam é é este. Recua 30 anos na tua vida profissional e de negócio e pensa o que é que era fazer negócios nos anos 90. 1995 e ouvir alguém falar sobre a internet, eh, o que é que é, o que é que faz, como é que funciona. Quer dizer, todos hoje em dia percebemos a importância da eh da fibra ótica, todos hoje em dia percebemos a importância do 5G, todos hoje em dia percebemos casos de uso eh que nasceram com a internet, como o e-mail e a partilha de informação.
00:24:49 Nessa altura >> o quem estava nessa altura perceber isto era pouco, tinha que perceber para além disto e deste destes temas e o a revolução que vinha por aí de e todo o economia dependente do online. >> E o que é interessante e isso tá tá muito estudado, é que aquelas empresas que adotam primeiro esta tecnologia, porque depois temos muitos que que >> só à última, só quando percebem que estão a perder vantagens competitivas, é que adotam esta tecnologia.
00:25:15 E o que nós vimos cada vez mais é que as empresas que se destacam e se destacam cada vez mais são aquelas que começam a a a experimentar e a utilizar esta tecnologia logo assim que ela surge. Não quer dizer que eu tenho aqui logo um produto no mercado, mas começar a explorar, perceber o que é que eu posso inovar, porque >> eu diria que se calhar uma um dos grandes fatores destas destas tecnologias é a capacidade de inovação.
00:25:36 Nós pensamos no cá, eu quando estavas a falar, lembrei-me do home banking. Era impensável há 30 anos atrás, pensar que hoje íamos a qualquer sítio >> sem dinheiro e ter tudo digital. E, portanto, mudou a forma de como a economia financeira funciona à escala global, mas que impacta a vida de todos nós.
00:25:55 Portanto, imaginemos o que é o acesso ao conhecimento, à inteligência, à automação inteligente daqui a 10 ou 15 anos. Como é que isto nossa sociedade? Uma das recomendações que eu costumo eh eh partilhar é esta, não comecem com as tecnologias, comecem com os problemas de negócio. E e está novamente modelo de negócio, onde é que onde é que podemos inovar? Onde é que estamos a ter problemas na nossa relação com os clientes, por exemplo, descubram esses casos de uso e depois vão à procura das tecnologias. na parte das tecnologias.
00:26:20 eh um bom eh roadmap para entrar nesta literacia e perceber como eh eh fazer uma estratégia para a ou tecnologias de marketing no mínimo numa numa empresa é separar esta realidade analytical AI e generative AI e perceber bem o que é que o meu negócio necessita de de competências técnicas eh humanas e de dados, por exemplo, eh fazer um prompt para uma para um chat GPT online com determinadas informações da nossa empresa. não é nada recomendável.
00:26:52 Então, eh eh desde o fine tuning ao datasking, ao grounding, red teaming, todas essas esses conceitos na Generative AI, na analytical AI, cultura de data deriva, no que é isto, qualidades de dados, eh, eh, hã, >> e tu falaste aí em várias áreas que eu acho que nós muitas das vezes questionamos como é que a vai afetar o mercado de trabalho.
00:27:12 Nós começamos a ouvir, obviamente a função do prompt engineer, mas quando olhamos para a quantidade de novas atividades que são necessárias dentro de um pipeline de uma organização, desde o red teaming, a prompt engineering, fine tuning, data quality, data governance, a componente toda de privacidade de dados que é fundamental.
00:27:33 Quer dizer, há um conjunto novo de áreas nesta solução tecnológica. Se calhar o machine learning engineer foi o que baixou mais porque os modelos estão pré-treinados, mas eu posso fazer fine tuning e na verdade treinar muitos destes modelos. Portanto, há um conjunto de oportunidades novas e nós temos que preparar esta nova geração nas universidades para que quando entrem no mercado de trabalho possam agarrar estes novos desafios que são super estimulantes.
00:27:54 É muito importante dizer isso. Apesar de nós pensarmos que os modelos estão pré-treinados e que eu agora só vou usar, não há muita coisa de tecnologia de engenharia à volta que necessita de ser feita. E sem dúvida alguma que isso vai trazer novas oportunidades. Sem dúvida. hh o parece-me que a grande oportunidade para as empresas, na verdade, eh, propósito artificial, claro, está não na otimização de recursos, isto é, hh, eh, nós vemos os decisores a entrar eh eh com uma agenda de, OK, vamos reduzir desperdício, reduzir custos, tempo gasta fazer isto,
00:28:28 aquilo ou o outro, eh, reduzir necessidade de recrutamento e às vezes até e enfim, fazer downsizings. Mas esta ótica da otimização de recursos parece-me que não é, pode ser a mais imediata a curto prazo, mas não é a que representa a maior oportunidade para as empresas. Isto é, é na diferenciação dos modelos de negócio, em particular na melhoria da experiência do cliente, que para mim reside a grande oportunidade.
00:28:54 Isto é, na capacidade de inovarmos neste modelo de negócio, de criarmos relações mais empáticas, mais humanizadas, mais próximas. como é que eh eh uma empresa deve utilizar a inteligência artificial na gestão do ciclo de vida e da experiência do cliente, Manuel, o como automatizar, transformar as grandes fases da jornada de >> Eu vejo, vai depender um bocadinho das empresas, mas se tivermos a falar de uma grande empresa eh ou de uma empresa média já com alguma com alguma dimensão, eh eu gosto muito daquela ideia de quase
00:29:23 ter um centro de excelência da AI, >> eh em que na verdade nós nós vimos em termos de organização das empresas vimos organizações em que cada unidade de negócio tem o seu especialista. Isto era muito muito muito muito comum quando falávamos de Excel e de dados em que eu tinha um especialista de Excel na área financeira e um especialista no marketing, um especialista nas vendas e, portanto, havia uma uma estrutura muito descentralizada, muito adoc, com muita coisa repetida, com competências diferentes, com diferentes plataformas,
00:29:51 portanto, eh completamente completamente não otimizado em várias perspectivas. Depois passamos a ver e hoje em dia vimos a maior parte das empresas com um IT centralizado, onde esse IT aglomera ou agrega muitas competências que depois são comuns às várias áreas de negócio, mas serve como uma área de suporte.
00:30:08 Ou seja, tenho as áreas de negócio definir os modelos de negócio, as estratégias de negócio e depois o IT é é a estrutura que tá ali para implementar, para contratar, para coordenar, para monitorizar. a que eu acho mais interessante é colocar como uma área de negócio esta centro de excelência ou que lhe quiser chamar h dentro de uma organização e que ela por si tem um PNL e ter objetivos de negócio.
00:30:36 Ela por si pode dizer: "Eu acho que agora é muito mais relevante para o negócio lançar este novo produto com inteligência artificial do que ir fazer contratação com a inteligência artificial para área de recursos humanos. E, portanto, tem uma um tem um um lugar na comissão executiva, tem uma capacidade de decisão e de prioritização de iniciativas estratégicas de negócio.
00:30:53 Obviamente que é centralizada, pode ter pessoas nas várias áreas ou fazer interface com as várias áreas, mas dá-lhe um nível, dá-lhe um um uma equiparação a a uma área de negócio. E, portanto, eu acho, e obviamente depois como é que esta área tá estruturada, estruturada lá dentro, não é apenas uma área tecnológica. Esse é um ponto chave.
00:31:10 Eu vou precisar também de ter estratégia, vou precisar de ter pessoas que conheçam o negócio e que tenham uma noção de modelos, processos, inovação. E depois, obviamente, uma uma componente tecnológica super forte. Isso sem dúvida alguma, mas eu diria que o modelo passa muito por ter esta área quase ao nível de uma área de negócio, uma área de suporte, uma área estratégica, uma área que tem peso no bordo, uma área que define quais são as estratégias de negócio mais importantes e não recebe apenas um backlog de projetos para a
00:31:39 organização e que vai organizar mediante os recursos. Eu acho que isso é é o ponto chave para as organizações. E obviamente depois ao nível, tu falaste de uma parte que também é muito relevante que é OK, operacionalmente como é que isto se traz? Bom, operacionalmente, o primeiro ponto é é perceber quais são os use cases que são necessários.
00:31:57 E esses use cases, e eu costumo costumo brincar a dizer que é possível identificar centenas de use cases muito engraçados, muito inovadores, mas não é esse o objetivo. O objetivo é ter quase um matriz de critérios de avaliação, de perceber qual é o impacto com o negócio, qual é o esforço associado, qual é o fator de inovação, qual é o fator de diferenciação no mercado.
00:32:17 Até posso ser muito inovador, mas também há outros muito inovadores e, portanto, eu não vou diferenciar. Qual é o timing? Ter um um quase um um uma ideia de horizontes, horizontes no curto prazo, onde eu se calhar posso pôr coisas, como tu dissestes, processos otimizados, automação inteligente, mas depois posso pôr coisas num segundo horizonte no médio termo e no longo termo e começar a e começar a trabalhar em paralelo com equipas diferentes nestes três horizontes.
00:32:43 E, portanto, eu acho que é muito por aí use case, preparar as equipas, trabalhar em três horizontes e ter critérios muito muito objetivos. de como avaliar e definir o que é que nós vamos fazer e com participação no bord. Eu acho que eu sou o Chief AI officer ou eu brincava que era quase o chief GPT Officer. É relevante porque cada vez mais a IA tá integrada dentro da do negócio das organizações.
00:33:06 >> Terminante aquela velha frase, todas as empresas hoje em dia são empresas de software. Agora sem dúvida, sem dúvida, sem dúvida. No centro da gestão das relações com os clientes estão sistemas como CRM, automação de marketing e vendas e enfim. De resto, na liminal, a nossa missão é exatamente esta, de implementar e otimizar este tipo de sistemas, independentemente da da marca de software que que seja.
00:33:34 Eh, e o objetivo é fazer isto, crescer, fazer crescer os negócios. Claro, como é que vês a inteligência artificial h a transformar estes softwares que são absolutamente centrais? são são mais do que plataformas operacionais. É muito importante que qualquer empresa perceba isto. Estamos a falar de plataformas centrais para a estratégia e e desenvolvimento do negócio e da relação com os clientes.
00:33:56 Claro, como é que vês a inteligência artificial a transformar estes sistemas e o que é que podemos esperar que venham a acontecer nos próximos 2 anos no nosso CRM? Dynamics, por exemplo? Ah, eu vejo, eu vejo claramente e não sou especialista em em em marketing, mas vejo claramente duas duas grandes linhas de evolução. Uma primeira muito focada na experiência do cliente e aí já vamos falar um bocadinho, e depois uma muito focada na automação eh com os agentes.
00:34:23 H, a experiência do cliente e eu e eu acho elas complementam-se e vão em paralelo em muitas das coisas. Eu se calhar estou a a automatizar com inteligência muitos dos processos, mas ao mesmo tempo também estou a melhorar a experiência do do cliente. Mas acho que a a experiência do cliente é talvez das coisas mais relevantes e com o maior impacto eh visível.
00:34:44 Obviamente que a automação tá do lado da empresa, a experiência é tá exposta e portanto acho que acho que o que esta tecnologia vai trazer ao nível da experiência do cliente em que eu consigo ter modelos generativos que personalizam as interações em tempo real. tiram partido destes novos modelos multimodais. Já não é apenas uma mensagem, já não é apenas voz, é o vídeo, é o gestor de cliente com que eu falo normalmente, mas está a 24% e é um é um humano digital.
00:35:12 Eh, mas isto isto muda radicalmente a forma como eu tenho a interação com os clientes para melhor. OK. Há um risco aqui efetivamente e é muito importante para as empresas que estão a defender estes processos, que é o risco da desumanização da experiência. Eu recordo-me quando fizemos o primeiro projeto com a agência de modernização administrativa, foi o primeiro em Portugal e e dos primeiros na Europa, onde nós colocamos um avatar, mas não um avatar normal, um avatar em tempo real que sincronizava os lives com aquilo que estava a dizer e que usava como
00:35:39 conhecimento a base de conhecimento do chatbot. E, portanto, o tema da inclusão, o tema de escolher a língua que eu vou usar, o tema de não ter que escrever inclusão e poder simplesmente falar o tema da mobilidade e poder ter isso acessível, que eu mostrei no Copar, ou no chat, no chat GPT, h, acho que isso vai mudar bastante o ter a personalização em tempo real e por outro lado, e cá está, ligando na automação, o ter acesso a dados em tempo real e não ter que ficar à espera de receber um e-mail para fazer este processo ou para
00:36:11 registrar ou para atualizar a aquele campo. Acho que esta acho que vai ser uma nova jornada cocriada com a inteligência artificial, não é apenas com os especialistas de marketing, mas vai ser cocriada desde o desde a lead generation, demand generation até tudo o que tinha a ver com pipeline, o pós-venda.
00:36:31 Portanto, acho que esta jornada toda hum >> ela vai ser resenhada e vai ser cocriada com inteligência artificial. Portanto, e este é o tema que eu acho que é que é muito relevante, que é a experiência do cliente. Há um ponto aqui também que eu acho que é muito relevante, que é eh quando falamos da da personaliza da personalização, não é só personalizar por grupos, é individualizar.
00:36:50 Acho que o tema melhor é individualização, é para aquela pessoa com aquelas características, com aquele comportamento, com aquele histórico, com aquelas preferências, naquele dia em particular, o que é que eu lhe posso oferecer? O que é que eu lhe posso sugerir de mais de mais relevante? E, portanto, acho que esse esse é um tema importante do lado da automação.
00:37:09 Eu acho que aqui é muito relevante para as empresas que acumularam durante 10 anos em que falamos da tal transformação digital e, portanto, tu guardaste tudo o que fossem interações com clientes, call centers, pegar nesta informação e muitas das empresas estão a fazer isso. Eu acho que o caso dos call centers, que é uma das partes do CRM, não é toda, mas é uma parte, vai ser totalmente transformada, tirando partido de toda esta informação.
00:37:32 E, portanto, eu acho que aí é um ponto relevante, também tem a ver com a experiência, mas tem a ver muito com a capacidade que estes modelos têm de serem multimudais e terem uma interação cada vez mais sofisticada. Mas depois há a parte da automação inteligente. E isto porquê? Na verdade, hoje em dia, quando eu num CRM recebo uma queixa de um cliente ou invitamente há um passo, tem que ser humano.
00:37:54 Eu tenho que ter um humano no loop para conseguir fazer uma análise semântica do contexto que vem ali. E o que vai acontecer é que em muitos destes casos eu vou ter modelos linguísticos dentro do processo altamente treinados, super objetivos, porque é para aquele processo, não é uma questão de conhecimento geral, é uma questão de avaliação de análise semântica daquele contexto em específico, com um tempo de resposta 24x7, com capacidades multimodais, multilinguísticas, eh personalizados.
00:38:23 E, portanto, eu acho que essa parte, eu dou sempre um exemplo, é público, eu lembro-me quando falamos de machine learning na Microsoft há 6 7 anos atrás, tipicamente aquilo que nós fazíamos nas áreas de vendas, na Microsoft e nas organizações, é que tu tens diretores comerciais que tão o forecast de vendas mensal trimestral anual.
00:38:41 Isto passou a ser feito com machine learning na altura. E o que é engraçado é quando tu olhavas para uma empresa, uma multinacional à escala mundial com milhares, milhões de clientes, os modelos tinham acesso a todo o tipo de variáveis, digamos assim, explicativas que tu poderias pôr no modelo. HH E o que acontece hoje e portanto isso permitiu que o forecast passasse a ser feito com machine learning e com uma precisão melhor >> que humano. médio.
00:39:06 Não quer dizer que eu não tiver não não podia ter um diretor comercial que até era muito bom, mas se calhar tinha pessoas que eram mais otimistas, outras mais pessimistas. H, se nós transform transpormos isto para hoje ao nível da inteligência artificial legislativa que consegue analisar semanticamente muitos destes conteúdos dentro destes processos, não é um processo só de forecast, é um processo de qualificação, é um processo que era uma proposta comercial, é o processo de segmentar, personalizar aquele aquele aquele cliente em particular. é o
00:39:35 processo de fazer uma campanha altamente personalizada. Eh, quer dizer, o o que tá o que é possível fazer hoje em dia, tirando partir desta tecnologia, é enorme. Não é apenas otimização. Claro que a otimização é um ponto importante, sem dúvida alguma, a otimização e vai acontecer, como aconteceu em todas as disrupções tecnológicas, porque a tecnologia vai nos permitir fazer coisas que até lá a tecnologia não fazia.
00:39:57 Portanto, limite, as pessoas que acabam a fazer aqueles aquelas atividades dentro de um processo vão ser vão ser substituídas. Eh, agora é pensar no que é que eu realmente posso fazer diferente. Eu acho que estas duas linhas, depois há uma terceira que eu acho que é muito importante, eh, que se calhar tá relacionado com as duas, que tem muito a ver com criatividade e que é e que entra na experiência, mas acho que é mais do que a experiência do utilizador, é pensar nesta interação com o cliente de novas formas. O que é que eu posso fazer
00:40:26 hoje em dia para estar em contacto com o cliente, para conseguir fidelizar o cliente, para conseguir captar mais leads, mas tirando partido da criatividade, ainda ainda ainda ontem havia na televisão os avatares com mais de 1 milhão de seguidores feitos com inteligência artificial. Quer dizer, o que é que eu posso fazer mais, não é? Imagina ter um especialista que mais do que um gestor comercial é um advisor, eh, conhece o meu caso, fala comigo, eh, conhece todo o histórico, conhece casos, quer dizer, é, acho que essa
00:40:55 criatividade e e vai depender muito de quem tá nestas áreas eu, eu costumo dizer que as pessoas estão na área do marketing e de produto, são das mais criativas e que mais tiram partido hoje em dia destas destas ferramentas, porque efetivamente o eu sou muito mau a desenho e consigo fazer um desenho médio hoje em dia no chat CPT, criar uma imagem, se lhe der uma boa prompt, mas um designer, um fotógrafo, um pintor consegue levar aquilo a usar o estão do detalhe.
00:41:22 OK? E portanto, se nós passarmos isto para dentro das áreas de negócio, o potencial eh e de fazer isto com escala é enorme, sem dúvida alguma. nestas áreas de tecnologias de gestão da relação com o cliente, os CRM e também agora os CDP que Dynamic Ins é uma uma excelente representação. aquilo que que tenho visto ao longo destes anos todos a trabalhar este tipo de tecnologias e é é uma evolução da do setor que agora tentamos fazer também nos nossos clientes, que é de CRMs e plataformas passivas, são eh eh clientes h de burocracia e de inputs de dados manuais
00:41:59 ou de data points que surgem de de várias fontes para uma plataforma que para além de ser este centro nevrálgico de informação do cliente é também não apenas passiva, mas ativa, no sentido em que conseguimos ter as plataformas de CRM, os CDPs e as plataformas de automação contribuir todas para revelar à marca, ao agente de vendas ou ou ao marketer o que é que o cliente do lado de lá está a fazer, por exemplo, no mínimo isto nos eh nas nos canais digitais da marca, coisa que eh de outra maneira seriam comportamentos eh
00:42:34 incógnitos, não é? Quer dizer, quanto tempo é que uma pessoa, uma pessoa passou a ver uma proposta, a ver uma determinada página no meu site e a junção destes comportamentos e permite que as empresas atuem de forma proativa. Não é? Atualmente é exatamente isso que estavas a dizer, passamos do CRM passivo proativo e agora para o para o proativo com e e >> sem dúvida eu eu aí e há há uma parte muito relevante de nós na Microsoft estamos a estamos a transformar, obviamente todos já ouviram falar do copiloto, mas mais do do que o copiloto
00:43:08 dentro do Microsoft 365 para information workers, no fundo para trabalhar com informação, PowerPoints, Words, Teams, é começar a ter experiências personalizadas, ter o copiloto do vendedor, ter o copiloto do marketer, ter o copiloto do financeiro. >> E o que vai acontecer é que este copiloto não é um chat que eu tenho ali ao lado, é um é quase um assistente proativo, como tu dizes, é um assistente proativo que me diz: "Olha, há aqui três potenciais leads que tu deverias apresentar uma proposta ou tu já não falas com este cliente há 3 meses, ele
00:43:40 referiu isto e isto, tem estas preferências, porque é que não fazes isto?" e, portanto, ter aqui quase um concierge digital proativo e que se calhar atualmente até me pode sugerir e depois eu clico e aprovo e ele vai fazer. Mas com este com este tema dos agentes e nós começamos a ter estes estes copilotos, é muito fácil definir o que é que é um agente.
00:44:03 O agente distingue-se no chat bot porque tem capacidade de atuação e tem mais coisas, tem o conceito de ferramentas, mas acima de tudo tem esta capacidade de atuar, de tomar decisões e atuar. Enquanto que um chatbot, como o chat GPT ou como o Copilot ou Gemini, é uma pergunta resposta, é gestão de conhecimento.
00:44:22 Agora, quando eu passo a ter estes estes estes agentes com capacidade de atuar embebidos em processos de negócios específicos, por exemplo, lead generation, demand generation, pipeline management, o que for, com use cases bem definidos, eles vão conseguir automatizar e proativamente fazer muitas destas coisas e comunicar com outros agentes, porque na verdade não precisa de ser um único agente, nós vamos ter estruturas multiagentes especializados em cada uma destas coisas.
00:44:47 E é isso que nós estamos a fazer hoje em dia no Dynamics, é ter esses essa essa ferramenta multiagentes, em que eu no limite até os posso criar e customizar, mas que vão automatizar com inteligência muitos destes processos e vão trabalhar e vão nos ajudar. E, e eu a dou uma nota, por acaso não dei na literacia, que é muito relevante e que eu gosto sempre de enfatizar, que é eh isto veio de um estudo que a Microsoft faz anualmente, que é um estudo do futuro do trabalho.
00:45:12 E este ano nós falamos muito da de Frontier e Form, a empresa fronteira, o que é que nós queremos ser uma empresa que é AI first. E uma das coisas, uma das principais conclusões é esta evolução em que nós primeiro trabalhamos humanos, depois trabalhamos humanos mais copiloto, depois trabalhamos humano, mais agente supervisionário e depois vamos ter equipas mistas de agentes e de humanos.
00:45:34 E o que é o que é relevante quando chegamos a este esta terceira fase de equipas mistas, em que nós vamos ter agentes a trabalhar para nós, nós vamos ter que ser gestores. E isso implica não competências tecnológicas, mas competências de gestão. O que muda muito o paradigma, porque hoje em dia um gestor tem que saber delegar, tem que saber prioritizar, tem que saber coordenar, tem que saber dizer: "Olha, agora não fazes tu isto e eu vou dar a esta pessoa que tem mais competências".
00:45:59 Isto vai acontecer com os agentes. Quando nós tivermos quatro, cinco agentes, a minha inbox de e-mail não vai ser com e-mails, vai ser com tarefas e com inputs que eu tenho que dar para determinadas tarefas. Isso vai exigir muitos de nós eh adquiremos competências na área de gestão de trabalho, na gestão de projeto, na gestão de equipas, não é de projeto, é mais gestão de equipas.
00:46:20 Em que parte dessas equipas são híbridas? Eu tenho pessoas e tenho agentes a fazer aí. E eu acho que esse isso isso vai-se notar overall no mercado, mas depois em plataformas muito específicas como o CRM, que em que os workflow estão muito mais muito mais otimizados, mas vão efetivamente ser feitos de forma de forma híbrida >> e de resto é uma realidade atual, presente, pode não é futuro.
00:46:42 Não, não, não é futuro, não é futuro. Isto já está a acontecer. Obviamente há aqui um ritmo de adoção, >> mas isto já está a acontecer, não é algo que nós estamos a falar. Isto hoje em dia nós vamosamos e podemos implementar estas estas estas funcionalidades. >> Recordo-me de Davias inclusivamente ter visto, creio que uma notícia sobre a própria Microsoft e o impacto que o Copilot e está a ter ou já teve nas vendas da Microsoft, se bem me recordo, a rondar o 9% de da CR, quer dizer, o Copilot da Microsoft a apoiar e a as
00:47:09 vossas equipas precisamente nisto tudo que estás a ver. >> Sim. e e estamos a falar na área de vendas, porque se tivermos a falar a falar só na parte criativa ou na parte de recursos humanos ou na parte de gestão da equipa, muitas dessas tarefas hoje em dia são e o conhecimento que tá por trás dessas tarefas está embebido nestes agentes que podem ser mais um membro da equipa a fazer esse tipo de trabalho.
00:47:31 >> Sim. Hah. Usaste um termo importantíssimo e que cada vez vemos mais quando falamos em CEOs a pensar estratégia da AI. hh eh algures vai surgir uma declaração, um plano estratégico de a minha marca AI first. Eh, e é muito interessante isso. Eu eu acho louvável. vejo um perigo de miopia e enviesamento nesta visão do do AI first, eh, que de resto é assim muito notório quando lemos as declarações de de de alguns CEOs, hh, de empresas eh, públicas que a falar sobre isto.
00:48:06 Isto é, eh, uma pode existir uma certa distorção que parece afastar o o elemento humano. No que acabaste de dizer também, já respondeste um bocadinho à pergunta que vou fazer, mas esta lógica de agora somos uma empresa AI first pode levar-nos a um envzamento que já tivemos no passado a e é tecnologia o centro de tudo ou é qualquer outra ou qualquer outro fenómeno no centro de tudo o que vamos fazer daqui para a frente e esta destrução que para mim parece-me muito mais e saudável e sustentável para um negócio termos uma visão human
00:48:40 forward do AI first apenas, isto é, considerarmos os colaboradores, os clientes, a comunidade e isso continuará a ser o centro da da evolução dos negócios e da sociedade e da economia. >> Sim, sem dúvida. Eu acho eu acho que acho que mesmo ao nível estratégico, a inteligência artificial pode ajudar muito um CEO.
00:49:01 Eu eu costumo brincar, mas mas vejo isso a acontecer hoje em dia. Eu podia estar numa reunião de bord onde eu tenho 10 administradores e ao lado tenho um agente da AI. que sabe todas as todos os indicadores da empresa, todos os KPIs, que sabe tudo o que a concorrência está a fazer porque é público, que se lembra das últimas 30 reuniões dos últimos 5 anos, das decisões que foram tomadas e pode ser um membro valioso para contribuir para a estratégia, mas eu acho que acho que a estratégia hh não é muito humana.
00:49:31 Eu acho que é como tu dizes, é um AI um human forward. É, nós agora trazemos esse esse conceito do frontet form, ou seja, como é que eu posso dentro da minha empresa ser uma empresa que explora ao máximo para cada processo de negócio, para novos produtos, como é que eu embo a inteligência artificial lá. Mas não é com o objetivo de ser uma, aliás, uma das coisas engraçadas que eu vi durante muito tempo é que o Panei eh também definos das empresas e o último, o primeiro estágio era chatbots, o segundo estágio era, já nem me recordo, acho que
00:50:03 era eh Rags, o terceiro estágio era agentes, o quarto estágio era research feito por IA e o quinto estágio eram organizações totalmente geridas por IA. >> Uhum. Eu acho que estamos muito longe disso. Agora eu acho que as as lideranças, os CEOs têm que saber usar estas ferramentas. exemplo típico que eu dou nas minhas formações.
00:50:25 Eu não, eu quando faço uma prompt, que estou a definir estratégia, quero uma estratégia de negócio com uma prompt, aquilo que eu normalmente faço é: "Olha, eu quero uma quero que tu me dês três vetores estratégicos para a criação deste novo produto e quero que para cada um deles me despetiva e uma contraperspetiva com argumentos eh e com números para que justifiquem porque é que eu devo fazer, com números que justifiquem porque é que eu não devo fazer, eh, com argumentos e contraargumentos, quer uma análise crítica positiva, uma, ou seja,
00:50:51 conseguir ter, eu no final tenho que ter muito sentido de crítico, mas conseguir ter várias perspectivas. É quase como um CEO a ouvir vários membros de uma administração para tomar uma decisão. OK? E eu acho que ele pode ser muito apoiado por aí. Acho que o CEO tem depois a capacidade de perceber como é que encaixa no DNA, nos valores da empresa, digamos assim.
00:51:15 >> Mas sem dúvida alguma, eu vejo o AI forward, vejo o Human First. Eu eu falei um pouco nisso, no risco efetivamente sim >> de quando tu estás a defender, desumanizar algumas destas coisas. Eu acho que isso é um ponto importante. Acho que se calhar estes novos modelos multimodais, não falamos ainda da robótica, dos humanoides, muitas destas coisas vão no sentido de humanizar a tecnologia, sendo tecnologia, mas estar próxima.
00:51:41 Eu eu mostro sempre nas minhas apresentações o robô da Pixel, da Pixar, foi apresentado na conferência da Nvidia, que é um cão >> a movimentar-se, não sei se tu já viste, se calhar já vistes, e que e que expressa sentimentos só na forma como se movimenta. Obviamente que ele não tem os sentimentos como o humano tem, mas são simulados, mas a forma como eles são apresentados para quem vê eh dá uma percepção muito real, humaniza muita forma como ele como ele se move.
00:52:05 E acho que isso vai ser um ponto importante, não é só nos robôs, mas nas próprias empresas. Eh, não é por nada que nós damos nomes aos chatbots, OK? Na verdade, nós queremos humanizar e trazer aquilo próximo do que é que é uma relação humana. Eh, e portanto, acho que isso vai ser um desafio. >> Acho que não podemos criar nisso que tu dizes, o ter uma miopia que eh mais do que o AI first, eh, é um AI forward, é perceber como é que eu consigo tirar partida em todos os meus processos mais operacionais e mais estratégicos. com
00:52:35 inteligência artificial, como é que eu consigo inovar, eh, mas não perder essa essa essa essa essa componente humana, o sentido crítico, o julgamento crítico e em muitos casos a criatividade. OK. >> Sim, sim, sem dúvida. E e ouvi-te já dizer que a criatividade é novo, é nova produtividade ou é nova forma de produtividade, não é? Parece parece-me até quase um paradoxo bem, estas máquinas são tão criativas ou criam tanta coisa, como é que nos vamos diferenciar da máquina pela criatividade? É, e é porque na verdade com estes novos
00:53:05 modelos multimodais na geração de música, na geração de imagem, na geração de vídeo, na geração de código, eh, efetivamente, se calhar até há uns tempos atrás nós até podíamos, eu costumo sempre dizer isto, podíamos saber calcular uma raiz quadrada, eu já não sei calculá-la e passamos a usar uma ferramenta, mas sabemos, conseguimos resolver problemas muito mais complexos hoje com uma calculadora científica e, portanto, somos muito mais produtivos com esta tecnologia, porque esta nova tecnologia nos veio trazer vai ao mundo
00:53:34 da criatividade, vai à parte da produtividade, da da criatividade, onde provavelmente só um pintor, um artista conseguia fazer coisas excecionais, não vou dizer normais, coisas excecionais. E hoje, efetivamente, para a pessoa média pedir ao chat CPT para fazer um poema com esta ou aquela mensagem ou para gerar uma música e com uma promptalhada consegue fazer uma coisa que se calhar tá antes de luz do que era impensável fazer sem tecnologia.
00:54:02 Portanto, e é importante dizer isso, é que as pessoas que dominam a tecnologia já estão nesse nível. E por isso é que eu digo que a criatividade é a nova produtividade, porque elas já são com estas ferramentas super produtivas, permitem ser muito mais criativas e e muito mais eficientes a criar coisas.
00:54:17 Eu acho que isso é um ponto importante para as empresas. Acho que a nova geração hoje quando entra numa empresa, e voltando à aquele conceito que também acho que é importante passar aqui, que é a mochila de competências, a mochila de ferramentas. Se há 10 anos atrás estávamos a falar do Excel. Hoje em dia estamos a falar do chat CPT, estamos a falar do copilotado, estamos a falar do Geminite, estamos a falar do proplexi, estamos a falar, bom n ferramentas não são cinco, se calhar são 50, mas que se permitem, se eu as conhecer e se as
00:54:47 souber utilizar, permitem-me que eu faça uma diferença brutal dentro da minha empresa a fazer uma determinada tarefa. E é isso que é importante, é apetrechar a mochila de todos nós para conseguirmos tirar partida e tirar o maior potencial destas desta tecnologia. No marketing, a equivalência será o a agência de marketing, a agência full services de de uma só pessoa, >> com a salvaguarda de que eh certo há este potencial todo de produtividade numa só pessoa a partir destas ferramentas, mas quanto mais sofisticado
00:55:18 eh se torna ou entrincado se torna este e teia de tools, tanto mais importante são os rodimentos do marketing, da gestão de negócio, de pensar estratégia, de pensar criticamente que o profissional deve ter. Caso contrário, na verdade, estamos a falar de AI e de modelos matemáticos que os resultados tendem sempre para a média ou para a mediana.
00:55:46 Portanto, para nos diferenciarmos os rodimentos, se calhar, do Cotler no marketing, eh eh do do Drucker na gestão, devemos voltar a a esses mesmos rudimentos para conseguir esse >> essa é essa é uma analogia que eu acho muito interessante, ya, que é eu às vezes penso um bocadinho que é isto, é quase nós estamos a trabalhar na meta informação, ou seja, eu hoje em dia tenho e ferramentas que me conseguem fazer muito bem um texto e redigir uma proposta, dar uma ideia para uma campanha de marketing, o que me obriga a pensar muito mais no nos conceitos,
00:56:17 naquilo que eu realmente quero. E, portanto, o pensar um bocadinho atrás, não pensar numa perspectiva só operacional, porque operacional eu faço em 3 minutos, mas pensar efetivamente quase na meta informação, nos metaobjetivos, que eu quero isto. E é aí que o humano pode fazer ainda a diferença. >> E onde a criatividade e o pensamento é muito relevante, não é tanto a execução, porque depois se calhar eu passo isso a um modelo deste e consigo ter um resultado espetacular.
00:56:44 Mas o pensar primeiro como é que eu orquestro, qual é os pontos chave, o que é a mensagem chave que me obriga a pensar e não não passar logo diretamente para a tecnologia. E eu acho que se nós conseguimos ter essas duas coisas, o resultado é excecional. Sem dúvida alguma. Sem dúvida. Nós estamos mesmo mesmo mesmo perto do fim.
00:57:01 ainda um tema onde gostava de de de ouvir a tua opinião. Manuel, já falamos já falaste tanto sobre a a realidade que vivemos de evolução dos coilots e dos assistentes para os agentes. Na verdade, cloud computer use, chat GPT operator, chat GPT agent, muito muito o humanos, ha tudo, aplicações de EA Generativa que agora também atuam em nosso nome e é uma camada de divulção extraordinária face aos RPAs que que já conhecíamos. Exato.
00:57:32 >> Usam o browser e o PC e eh por nós, marcam férias, tiram notas de reuniões que temos com clientes e colocam-nas diretamente no CRM e ajudam-nos a fazer o follow-up quase sem termos que fazer nada. Por outro lado, a questão do vibe coding, eh, rapidit, lavable, agora com o Microsoft GitHub Park também anunciado recentemente.
00:57:54 O Cloud Artifacts também anunciado com alguma há pouco tempo, enfim, na prática transformam qualquer pessoal qual o termo é o citizen developer, não é? qualquer pessoa num dinheiro de software ou um criador de de solução. Isto é uma revolução para e eh para para o empreendedorismo, para a inovação. Como é que vês esta realidade do ponto de vista de quem está neste momento a projetar a a nova iteração do seu modelo de negócio ou o seu novo eh eh eh software? Enfim, estamos já no fim do modelo de negócio do software a service, por exemplo, e das apps, tal como o
00:58:35 Satan dela dizia aqui há uns meses. >> Sim, eu eu acho que é o que nós o que nós temos visto nos últimos dois anos eh é que na verdade muitas destas tecnológicas eh começaram a comer modelos de negócio e produtos que foram feitos à volta. OK. Eh, o caso do chat G CPT, no chat GPT primeiro não tinha eh código, não gerava código e portanto era feito dentro do GitHub Copilot, logo desde, aliás, o Gitubilot foi lançado em 2021, foi dos primeiros modelos, dos primeiros copilotos, muito antes de todo o resto, treinado com os com o o source
00:59:10 code estava no GitHub. E o que temos visto continuamente é que Antropic, a Microsoft, a Google, a OpenI metem cada vez mais funcionalidades dentro do que do do que começou por ser um chatbot. H, obviamente que todas elas lançaram APIs e, portanto, as APIs permitem que qualquer empresa crie os seus modelos de negócio e produtos, não é? Mas se eu hoje em dia a criar é um, por exemplo, um agente para fazer investigação, na verdade isso acabou de ser lançado dentro do Copilot e é espetacular. Ou também já tem o deep
00:59:44 reasoning dentro do do chat GPT. E, portanto, eu acho que h as empresas devem focar em modelos de negócio inovadores, se calhar tirando partido da tecnologia, mas não não indo diretamente só à tecnologia, porque se calhar corre um risco maior de algumas dessas coisas serem absorvidas, porque faz sentido. Quer dizer, se eu tenho um modelo que é ótimo a gerar código, porque é que me custa ter uma parte específica ou um agente para gerar código? Não é? HH o exemplo do Spark é interessante, mas não é o único. Nesta altura o o Gitubar pode
01:00:18 usar Gemini, pode usar Cloud, pode usar os modelos quase todos, tal como o Cursor. Se eu vou criar um ID de base, quer dizer, é ou ou um agente para fazer vibe coding, quando eu já tenho estas grandes plataformas que usam modelos específicos para isso. >> Portanto, acho que é preciso ter bastante cuidado ao nível da inovação.
01:00:36 Ao nível da inovação. vejo muita gente a dizer, eu agora vou criar, entramos num tema, um LLM espanhol ou iraniano ou português, não é? OK. Onde é que tá a diferenciação que tá aí? Eu sei que existe diferenciação, que se calhar é uma questão até de identidade cultural, temos que ter dados, mas não é esse modelo que vai resolver melhores problemas matemáticos ou fazer investigação ou falar sobre história global do mundo.
01:01:04 Portanto, é preciso escolher quase um oceano azul, não um oceano vermelho onde não haja nada e e eu tenho alguma estabilidade e algum tipo de garantia que aquela área não vai ser simplesmente agarrada e colocar-la dentro das grandes tecs tecnológicas, mas acho que há muitas oportunidades para isso. Dito isto, >> há muitas oportunidades para isto.
01:01:22 Nós hoje em dia temos o o caso, por exemplo, o exemplo básico que fizemos em Portugal da AMA, que é um um chat bot que eu gosto muito de chamar o copiloto do cidadão. muita daquela informação até não é pública e, portanto, o chat CPT não sabe daquela informação e, portanto, eu posso ir a a soluções de negócio tiram partido de informação privada, que é uma coisa que eu sei que nunca vai estar dentro do chat GPT porque é informação privada ou dentro de um processo privado, que eu sei que não é, se é um processo meu de gestão de
01:01:52 reclamações, se calhar aquilo eu faço de uma determinada forma nos meus temas, não vai estar no chat GPT, portanto eu posso inovar bastante aí e é de alguma forma ser bastante bastante criterioso no que é que eu vou fazer em termos de inovação. HH e e qual é a sustentabilidade dessa inovação. Eu acho que acho que esses dois vetores são muito importantes, que é o fator de inovação.
01:02:14 E obviamente há coisas, isto não quer dizer que se for criar uma um modelo super importante que não possa ser muito relevante. Claro que sim. E pode ser e até pode ser comprado por uma destas empresas e ser colocado lá. Não, não. Agora eu acho que em larga escala, nós vimos isso nestes últimos três anos, há algumas destas coisas depois são absorvidas dentro da destas grandes soluções, não é? Eh, mas isto faz parte da inovação.
01:02:35 Isto faz parte da inovação também. É verdade. Quando eu estou a falar de uma startup, o ritmo e a agilidade de inovação e a capacidade de escolha agora de estar aqui e agora de estar ali é muito maior. Eu recordo-me quando veio aquele o primeiro agente, como é que ele chamava? Não era humanos, não é? Quando o manos foi apareceu, foi super relevante.
01:02:55 Depois percebemos que aquilo por trás tinha um LLM já conhecido, salvo Ronrópico, o Cloud. Ah, mas era super disrompeu. Hoje em dia aquilo já tá dentro do operator, já tá dentro do do chatt agent, o Calilot Studio também já permite fazer aquilo, quer dizer, já há uma série de mas foi super relevante na altura, não é? rompeu e eu não tenho dúvidas que para a empresa e que era a Mónica foi muito relevante aquilo e vão continuar a inovar.
01:03:23 Portanto, quando eu estou realmente no mercado de inovação, eu posso fazer essas disrupções, depois são acompanhadas, mas posso continuar a disromper. Mas é preciso ter um modelo de negócio, não é só uma questão de inovação, é preciso perceber como é que eu vou rentabilizar, produtizar, comercializar muita dessa inovação. E isso também é um desafio, um desafio hoje em dia.
01:03:42 >> Sim. É a execução depois da ideia e da do primeiro ponto concorrência e a concorrência, não é? Porque na verdade estes modelos hoje estão tão acessíveis a todos, portanto depende muito de quais são os cases de negócio que eu depois vou montar em cima disto. E hoje existem n empresas na área de design, na área de edição de vídeo, na área de marketing que tiram partido desta plataforma base e e continuam a ser altamente inovadoras e têm modelos de negócio super interessantes e não estão a fazer os LLMs, portanto elas concentram-se num
01:04:10 negócio e não a fazer um LLM. Eu acho que essa é essa é que é a grande é perceber onde é que eu realmente posso ser muito bom e muito diferenciador e obviamente depois rentabilizar e produtizar isso. E e aí está as novas fronteiras também estão já aí e dos agentes para a Physical AI, da Physical AI para a AGI ou até mesmo a super intelligence.
01:04:34 Há uma corrida às armas da dos principais laboratórios para chegar e a esta AGI pelo menos mais rapidamente possível. E as e as perspectivas divergem daqueles que dizem: "Bom, estar já aqui h nos próximos anos eh chegaremos, são meses". E e muitas outras correntes que dizem: "Bom, est estaremos ainda bastante longe". Eh, muito muito rapidamente, porque o nosso tempo também já terminou.
01:04:54 Manuel, eh, como é que vês esta estas próximas realidades? Physical ya, há dois temas. Primeiro nogi, que eu acho que é, eu aí gosto muito de uma de citar o o site dela, o CEO da Microsoft, onde ele onde ele numa numa entrevista disse e eu subscrevo totalmente, não tá muito preocupado se é HGI, se é super HI.
01:05:16 O que ele tá preocupado é quais são os problemas do mundo, do planeta que nós conseguimos resolver. Se conseguimos resolver o problema do can, se conseguimos resolver o problema da fome em África com EG, super, o importante é que a tecnologia esteja nesse nível para fazer isso. Portanto, é muito mais do que é que nós vamos conseguir fazer do outcome do que estarmos preocupados se existe um threshold em que já é agi que eu acho acho difícil, OK? Com tudo aquilo que nós conhecemos. Hum.
01:05:42 >> Dito isto, a evolução que está a ocorrer, eh, porque uma o toda a informação, a forma como estes modelos são treinados, a forma como eles hoje conseguem ter, eh, simular a cadeia de pensamento que nós temos, eh, os desenvolvimentos no último ano são impressionantes em muitas das áreas. Eh, nós hoje andamos para a área da saúde e tá a ser totalmente disrompida, porque na verdade um um algoritmo destes vê 1 milhão de casos, enquanto se calhar um médico na sua vida útil profissional veio sem vê 1000 ou 100.000 ou 10.000
01:06:13 casos. Portanto, há aí uma parte bastante relevante. Dito isto, eu acho que nós ainda ainda não estamos lá e vai ser difícil. Agora, se calhar, vamos é ter múltiplas small que vão colaborar entre elas e e isso vai, aliás, isso já tá a acontecer. >> Hum. É bom também dizer para as pessoas como falamos de GI, na verdade muitas destes algoritmos já ultrapassam os humanos em muitas das capacidades e, portanto, também não há dúvida, não há dúvida sobre isso.
01:06:41 Agora, o que eu acho que falta quando nós olhamos para o sentido físico, para ter modelos físicos da realidade, para cumprir com as leis da física, hh, isso, isso, isso é outro desafio ainda mais à frente. H, e é aí que entra o physical EA. Eu acho que aquilo que está a ser feito hoje em dia, que é não ter apenas estes modelos de software linguísticos com uma extrema capacidade, com uma inteligência avançada, mas perceber como é que isto interage com o mundo real, com o mundo físico.
01:07:08 E, portanto, os os weables, os robôs, os humanoides são um excelente exemplo. E a parte do humanoid está a ser altamente desenvolvida no mercado asiático. Vai chegar cá, sem dúvida alguma, mas aquilo que nós estamos a ver efetivamente hoje em dia é impressionante o que muitas das empresas estão tão tão a fazer. H, e, e com este tema da humanização, acho que esse tema da humanização é muito muito relevante.
01:07:28 Acho que ainda há um grande caminho para fazer, mas vai ser feita, a inovação que vai ser feita nessa parte é muito relevante. Dito isto, e houvência da NVIDIA que me pareceu muito relevante com uma arquitetura que eles têm que é muito semelhante. Nós hoje temos o o o arquitetura que é o Rag, em que eu tenho um modelo linguístico em cima de uma base de conhecimento.
01:07:49 E, portanto, é como se eu tivesse aqui alguém que usa todo este conhecimento e pensa sobre este conhecimento e responde. Portanto, eu na prática estou a restringir o conhecimento que ele usa para responder. Agora imagina eu ter um grande modelo linguístico mundial em que eu estou a restringir com tudo o que são as leis da física.
01:08:09 Eh, e é isso que a NVIDIA também tá a fazer, é, é trabalhar quase ter aqui o LLM e ter o o robô. O LLM entende-se todo o modelo treinado para estar dentro do humanoide, mas mais do que ele saber responder e fazer uma conseguir treiná-lo para levar um objeto de um sítio para outro, é ele agir de acordo, restringido às leis da física. E quando nós chegamos aí, quer dizer, vamos chegar a um novo nível de robôs humanoides em que sabem que para levar daqui para ali, eh, têm que não é só treinar, é eles eles próprios interagirem e atuarem da for de acordo
01:08:42 com as leis da física. Eu acho que isso é um desenvolvimento muito interessante que está está a ser feito. Muitos destes robôs hoje em dia são treinados em ambientes virtuais, não são treinados em ambientes ah reais, são muito treinados carros autónomos, robôs em ambientes virtuais e só depois é que vão para o mundo real, mas são treinados através de milhões de iterações.
01:09:03 A agora imagina além das iterações, em vez de eu estar aqui com quase com para treinar um algoritmo computer vision em que eu preciso milhões de imagens, eu usar regras, usar leis, usar funções, eu acho que isso pode ser muito interessante ver o que é que vai acontecer nesta área. Nós vimos muito a ser feito com os drones hoje em dia por causa da guerra, infelizmente, não é? Mas o que vai acontecer com os robôs humanoides é simplesmente impressionante, porque quando eu conseguir aliar estes dois mundos, o mundo da inteligência com o
01:09:28 mundo da física, isto vai ser impressionante. O que é que vamos conseguir ter? >> E a palavra revolução se calhar é pouco para descrever. >> É uma disrupção. É uma disrupção. Vamos ter uma disrupção, tal como tivemos com os carros há há uns séculos atrás. >> Hum. Acho que aqui vai ser vai ser impressionante o que vai acontecer.
01:09:47 Temos entusiasmantes. Manuel, uma honra enorme. Muito, muito, muito obrigado pelo teu. >> Eu é que agradeço o convite, Tiago. Foi um prazer. Parabéns pelo podcast que acho que é muito irrelevante nos tempos que correm, pela profundidade que que levas no tema. Não são discussões de 5 minutos, eu adoro conversar, portanto foi um prazer esta conversa e mais uma vez obrigado e parabéns pela pela iniciativa.
01:10:07 >> Sou teu fã. Muito obrigado, meu querido. E e mais uma vez uma honra. Sigam o Manuel, sigam a Microsoft. um pacto extraordinário na nossa no nosso país e no nosso tecido económico. Vale a pena continuarmos a meditar e a trabalhar sobre estes temas. Muito obrigado, Manuel. >> Obrigado. >> E aqui está.
01:10:28 Esta foi a oitava edição das Martech Talks da Liminal. A Liminal é a primeira empresa portuguesa, especialist em consultoria estratégica e operações Martec. Temos conseguido elevar a performance de marketing e vendas de várias marcas através de estratégias de marketing e de tecnologias como CRM, automação, Business Intelligence e Inteligência Artificial.
01:10:48 Nestas Smarttech Talks, vamos continuar a trazer-lhe entrevistas com quem está na linha da frente da transformação digital e cognitiva de departamentos de marketing e vendas, para que também o seu negócio possa crescer nesta nova era tecnológica. Obrigado. [Música]