Entre algoritmos e emoções, onde fica o lugar da marca?

Vivemos numa era em que o marketing já não se pensa sem Inteligência Artificial. O "cérebro digital" promete eficiência, escala e precisão — mas conseguirá manter viva a alma das marcas? Neste webinar, exploramos como equilibrar o poder da tecnologia com a autenticidade humana, e que papel ainda cabe à criatividade, à empatia e à intuição num mundo cada vez mais automatizado.


Neste webinar, descubra:

✔ A fusão entre inteligência artificial e inteligência humana no marketing;

✔ O papel da empatia e da criatividade numa era dominada por dados;

✔ Como manter a autenticidade das marcas num ecossistema cada vez mais automatizado.

Assistir ao Webinar

Acelere o crescimento do seu negócio
com a Liminal

O Webinar

Transcrição do Webinar

Aviso: Esta transcrição foi feita por IA, graças ao YouTube Summary with ChatGPT & Claude, e não foi editada quanto ao conteúdo.


Cérebro Digital, Marca Humana

Vivemos numa era em que o marketing já não se pensa sem Inteligência Artificial. O "cérebro digital" promete eficiência, escala e precisão — mas conseguirá manter viva a alma das marcas? Neste webinar, exploramos como equilibrar o poder da tecnologia com a autenticidade humana, e que papel ainda cabe à criatividade, à empatia e à intuição num mundo cada vez mais automatizado.

Neste webinar, descubra:

✔ A fusão entre inteligência artificial e inteligência humana no marketing;

✔ O papel da empatia e da criatividade numa era dominada por dados;

✔ Como manter a autenticidade das marcas num ecossistema cada vez mais automatizado.


(00:00) [Música] eh é licenciada em comunicação eh organizacional eh pelo Politécnico Coimbra. eh é especialista eh numa série de de programas executivos, incluindo Customer Centricity, Business Analytics, eh e efetivamente lecionem instituições de referência.

(00:36) Eh, e é um prazer imenso tê-lo como docente do nosso mestrado em marketing e tecnologia. é também autor do livro do Zero à hiperpersonalização, correto, Tiago, eh, que foi lançado e, portanto, é um grande especialista nesta área. É com muito gosto que o recebemos hoje para para ouvirmos falar sobre este tema da do futuro eh da inteligência artificial no marketing. O Tiago irá então fazer a sua pequena apresentação e depois teremos um debate no final.

(01:04) Tiago, passo-te a palavra. Fantástico. Muito obrigado, Ana. E obrigado a todos os que juntaram a nós. É um prazer estar convosco neste final de tarde prolongado para quem está a trabalhar pós horas e neste caso e não a trabalhar, mas a juntar-se aqui a nós para partilharmos um bocadinho sobre este tema da inteligência artificial e para quem está de férias e se junta a nós, enfim, mais honrado ainda estou.

(01:29) eh uma eh Ana, é de facto uma honra pertencer a este grupo de docentes eh do mestrado executivo que deve reforçar eh traz capacidades para eh os profissionais de marketing que estão a ser cada vez mais relevantes. Nós na Liminal procuramos profissionais que tenham este tipo de competências e é muito difícil encontrar.

(01:56) OK? Eh, portanto, eh, os tempos que vivemos são cada vez mais hh eh eh povoados de tecnologia. É disso que falaremos durante os próximos eh 30 40 minutos e depois vamos ter um uma conversa hh para vos ouvir também. CB digital, marca humana, é o tema desta desta sessão. Sobre mim, o tal como a Ana disse, um dois apontamentos adicionais, nós na Liminal somos uma equipa executivos, somos uma equipa de profissionais de marketing, de comunicação, e gestores de empresas, também informáticos, somos tecnológicos, e pessoas de tecnologias a implementar h eh tecnologias centrais para a gestão da relação com os clientes. OK? Portanto, trabalhamos eh plataformas como Upspot, Sales Force,

(02:39) Zoo, entre outras, projetos de transformação digital centrados em CRM, Automação e Business Intelligence. Temos feito isto nos últimos eh 8 anos, mais do que 8 anos, com eh clientes e marcas muito conhecidas de todos vocês. E como a Ana partilhou recentemente, lançamos então o livro do Zero à hiperpersonalização, onde fazemos assim uma uma ponte entre a estratégia de marketing, operações, de marketing e vendas e como juntar tudo isto nestas plataformas tecnológicas, inclusivamente eh fazendo aqui um progresso até à utilização da inteligência artificial

(03:13) para chegar a este ponto da personalização ou se quisermos até da hiperpersonalização. OK? Quero começar por a contar-vos duas histórias. O propósito desta h deste assunto de termos cada vez mais cérebros digitais nas nossas empresas, nas nossas marcas, e de ser também, por isso, cada vez mais importante termos marcas humanas.

(03:38) Primeira história, a história da Red Balloon. Eh, vamos lá. Na Austrália há uma empresa de experiências e e aventura, tal como nós temos cá o equivalente a a Modiceias, por exemplo, a vida é bela aqui há uns anos, lemam-se? Hã, enfim, eles vendem experiências que ocorrem exclusivamente em território australiano e mais de lado nenhum.

(04:01) OK? acontece que começaram a ter o problema típico de todas as empresas que estão nestas áreas ou em áreas onde há poucas barreiras à entrada de concorrentes. Ficaram de repente cheios de alternativas e concorrentes a ao negócio deles. Como um das maiores rúbricas de despesa de Red Ballon era em anúncios e campanhas pagas, Facebook, Google Ads, por aí fora, eles voltaram-se para a inteligência artificial para conseguir perceber como é que como é que eh otimizariam esse budget, não é? e eh optaram por uma plataforma chamada Albert, uma plataforma de nível enterprise, enfim, não estará acessível a qualquer PME, mas muito muito boa e

(04:42) focada apenas nisto, otimizar keywords, otimizar espaço publicitário. Acontece que pouco tempo depois da eh inteligência artificial ter sido colocada ao serviço ou o surgiu assim um problema, tiveram que parar aquilo. Porquê? Porque a inteligência artificial começou a comprar espaço publicitário para pessoas fora dos Estados Unidos, perdão, fora da Austrália, em concreto nos Estados Unidos. H, algo que não fazia muito sentido.

(05:13) Quer dizer, eles não tinham nenhum tipo de oferta neste no território exterior aos estados a à Austrália. Então, o que é que se estava aqui a passar? O que aconteceu foi que a inteligência artificial descobriu um segmento inexplorado, altamente lucrativo, não de turistas, poderíamos pensar, mas de familiares, imigrantes, expatriados, australianos vivendo nos Estados Unidos e que tinham um job to beid, um objetivo muito específico, que era encontrar presentes para oferecer a familiares, a pessoas, a amigos na Austrália h e que claro iam ser consumidos. na na Austrália. Isto provocou uma eh eh

(05:54) enfim, um resultado incrível na das receitas desta empresa e explicado assim eh é fácil dizer au uau, incrível, claro, é óbvio até, mas nunca ocorreu à equipa de estratégia ou à equipa de eh de marketing da Red Ball 1, que este pudesse ser um segmento interessante eh eh quanto mais eh assim tão disruptivo para o negócio.

(06:18) A segunda história é bastante mais próxima de nós. Talvez se recordem no Natal passado, vimos o anúncio de Natal clássico, o anúncio de Natal da Coca-Cola, que foi inteiramente gerado por inteligência artificial e que fazia uma homenagem a um dos mais populares e e clássicos anúncios da Coca-Cola de Natal ou dos camiões, como estamos aqui a ver.

(06:43) Acontece que eles fizeram isto de forma totalmente hh automática com Generative AI e eh e vamos lá. Se tivessem utilizado técnicas de cinematografia tradicionais, o investimento rondaria ou ascenderia a muitos milhões de euros, segundo consta. OK? Segundo consta, também Coca-Cola terá investido 300 a 500.000 e algumas semanas de trabalho para chegar a este resultado.

(07:13) OK? Eu vou partilhar convosco eh quatro princípios e o primeiro princípio que gostava de de refletir convosco é este. Ao olharmos para estes casos, podemos pensar que estes resultados e estas tecnologias são sííveis a empresas com muitos recursos, às Coca-Colas, às redundes, o que for. E o primeiro princípio é exatamente este, não é verdade? Isto não é só para os ricos e grandes.

(07:39) Provavelmente pela primeira vez na história eh da evolução tecnológica, a a fronteira, o que de mais sofisticado existe, está acessível e neste caso falamos de inteligência artificial, está acessível a qualquer empresa. OK? Por exemplo, se nós quisermos replicar o caso da Red Balloon, várias alternativas, uma dela, uma delas é Zuma. por 60 € por mês.

(08:02) Temos uma plataforma construída e dedicada a a pequenas empresas precisamente para fazer isto que nós vimos no caso da da Red Alumno, otimizar o a nossa colocação de anúncios pagos online, descobrir segmentos inexplorados por aí fora. Pouco tempo depois de sair o anúncio da Coca-Cola, alguém conseguiu replicá-lo em apenas 10 minutos.

(08:22) Enfim, brincando aqui com a marca Pepsi, como estão a ver, isto não é naturalmente um anúncio oficial esta versão da Pepsi. Como é que fez isto? Numa plataforma que custa cerca de 400 por mês. OK? Com $ 400 por mês, consegue-se replicar o anúncio da Coca-Cola em 10 minutos, ou melhor ainda, criar de raíz um anúncio original para a nossa marca, utilizando aquilo que que é e eh isto é muito interessante, todo o conhecimento do que faz um anúncio ser bem-sucedido na nossa área de negócio, OK? plataforma chama-se Icon Me. Mas

(08:57) vamos lá, ainda mais um exemplo talvez mais ainda mais próximo de nós. Vou-vos mostrar um um uma experiência que fizemos na Liminal. Isto é um podcast onde nós no fundo fazemos aqui a curadoria de uma série de de livros hum relevantes nestas áreas das tecnologias de marketing, CRM, automação, por aí fora.

(09:21) Eh, e com inteligência artificial temos hh eh narradores que estão a comentar, duas pessoas que estão a comentar e os livros e a fazer um resumo e a e a em 15, 20 minutos e partilhar os principais insites. Vouvos só mostrar um bocadinho. CRM, BI www.l. 20 minutos de resumo e de comentário entre dois anfitriões h gerados por inteligência e artificial. Como é que fizemos isto? Numa plataforma que se tornou viral aqui há uns meses recentes.

(10:06) Pouca gente ainda conhece, mas é incrível como é que é gratuita. Chama-se Google e Notebook LM da Google. E o que é que nós podemos fazer aqui com o Notebook LM? trazer, enfim, tudo o que conseguimos fazer com o Chat GPT, que todos conhecem, mas eh eh eh eh eh eh com alguns pormenores muito relevantes.

(10:27) Trazemos para aqui o conhecimento que queremos, os livros, eh os vídeos, os sites, o que for, até imensas, temos dezenas e dezenas de fontes que podemos trazer como como e eh como base da do conhecimento. E depois e conversamos com esses dados, tendo a certeza de que, neste caso, o LLM vai estar a referenciar sempre às fontes que nós lhe dermos e não outras fontes quaisquer.

(11:01) OK? entre várias funcionalidades muito interessantes, eh, a funcionalidade do audio overview, que com alguns prómetros conseguimos fazer com que ele gere um áudio eh eh eh focando o as coisas que nós queremos que eles digam ou os as observações que queremos que a inteligência artificial faça sobre aqueles aqueles temas. Mais um exemplo, esta é uma página, eh, é uma landing page da Limal, tá bem? o que fazemos aqui e falamos sobre uma das plataformas que que trabalhamos, uma das marcas ou enfim, uma página típica com eh enfim, os resultados, a forma como como trabalhamos, algumas funcionalidades importantes. O que eu

(11:39) fiz aqui há dias foi isto. Peguei nesta página, vou-vos mostrar, trouxe-a para, trouxe o link para o chat GPT e pedi-lhe para me criar uma imagem publicitária. Olha, quero fazer uma um anúncio de revista, OK? com base nesta informação e ele deu-me aqui, claro, sugestão de cópia por aí fora. Eu pedi-lhe, não, não quero mesmo isto em imagem.

(12:05) Em poucos segundos foi isto que o Chat GPT criou. Há algumas semanas, um mês provavelmente, a Open AI lançou para o modelo e 4 a o motor de geração de imagens eh refeito, OK? e e refeito e de que maneira? OK, o que estamos aqui a ver são imagens muito diferentes das que eh eh a inteligência artificial eh gerava até há bem pouco tempo, muito mais realistas, muito mais próximas daquilo que que estamos a pedir e com eh e com texto, OK? Sim, ainda há alguns alguns bugs, alguns erros, mas de um dia para o outro saímos daquelas imagens em

(12:47) que, enfim, o que quer que viesse de texto vinha sempre errado e com os caracteres todos partidos. Hah, e muitas vezes pouco realista para este tipo de eh de imagem. E depois, claro, talvez já conhecem isto, podemos chegar aqui, foi uma das coisas que que eu fiz e disse assim: "Olha, pega aqui no rosto deste senhor, eu quero uma personagem feminina". E ele gerou a personagem feminina.

(13:12) depois pedir-lhe que era pessoa a olhar eh de frente para a câmara. Enfim, tudo isto, isto ilustra o primeiro ponto que estava a falar há pouco. Primeiro, estas tecnologias não são apenas para marcas que têm grandes budgets. Depois eh uma Buzzw está cada vez mais h em voga, vibe marketing. OK? O que é isto? Eu eh penso, eu estou inspirado, eu tive uma ideia e crio.

(13:42) Não tenho que esperar pelo designer, não tenho que esperar pela pessoa que percebe de Illustrator ou pelo programador ou ou pessoa que percebe de HTML para rapidamente eh ver o meu conceito produzido e e testar a validade dele ou até com algum eh trabalho adicional chegar a resultados artes finais. OK? De onde é que vem este termo de de vibe marketing? De um termo base, isto é tudo muito muito muito recente, que cada vez mais os programadores usam, que é vibe coding.

(14:14) Ah, vários programadores de grande qualidade com quem eu falo dizem-me isto: "Tiao, há semanas, há meses que eu não escrevo uma linha de código, OK? Portanto, isto não é apenas para a comunicação. Da mesma forma que podemos construir ações de comunicação com um só prompt. ou vários bons próprios. Também podemos criar produtos digitais inteiros, por exemplo, usando replet ou alguma das alternativas, podemos e de forma conversacional criar ou testar pelo menos uma ideia para uma app, para um software, pegar nisto e colocar à venda numa loja da da Google, da da Apple. OK?

(14:55) Agora, segundo princípio, cuidado com o que eu acabei de fazer aqui. Cuidado com o fogo de artifício mediático que nos leva a querer correr atrás de tools, ferramentas, sem sequer percebermos duas coisas, três coisas. Uma terceira que falarei mais à frente.

(15:16) Primeira, o que é que é esta nova realidade de inteligência artificial? E pior do que isso, sem percebermos que tipo de inteligência artificial o nosso negócio de facto precisa. OK? Por exemplo, estas duas histórias que partilhei convosco ao início da Red Balon e da Coca-Cola, ilustram as duas grandes classes de inteligência artificial que existem neste momento.

(15:35) OK? Por um lado, a inteligência artificial generativa, espampanante, criativa, surgiu de um momento para o outro, eh cria novos mundos, tira-nos o sono, entusiasma-nos com as possibilidades que estão à nossa frente, assusta-nos com as possibilidades também de disrupção do nosso negócio e da nossa profissão.

(15:59) H, por outro lado, a inteligência artificial analítica ou como outros diriam tradicional ou preditiva, OK? muito mais recatada, focada na análise de dados históricos e muitas vezes precisa, predominantemente precisa de séries temporais de de dados históricos para produzir alguma coisa de verdadeiramente útil, mas que está a revolucionar o nosso mundo eh semiilenciosamente já há muitos anos.

(16:24) OK? e e que explica e o o surgimento de fenómenos de tecnológicos e de economia mundial como a Amazon, como a própria Google, como a Netflix, hã, como o Facebook. Percebermos estas duas grandes categorias de inteligência artificial implica saber o que é que nós temos que ter preparado na nossa organização para termos sucesso na aplicação de cada uma delas.

(16:49) OK? Então, por exemplo, quando falamos em inteligência artificial analítica, ainda há pouco, Ana, era isto que partilhávamos. Precisamos de ter a higiene básica feita ao nível dos dados. O que é que isto significa? Primeiro, termos uma cultura data driven, tomarmos decisões não apenas com base no e eh eh no instinto, isso também é importante, continua a ser importante, mas com base em informação, em dados que nos ajudam a tomar decisões. Para termos isto, precisamos de ter dados com qualidade.

(17:21) Uma palavra ou duas, como é que chegamos a dados com qualidade? Data governance. Quem é que garante que a informação que temos é útil? Quem é que garante que eh eh eh o as o dark data, aqueles dados não estruturados ou aqueles dados que até possam estar estruturados, isto é, em tabelas de Excel, por exemplo, eh mas que não estão integrados, mas que não estão homogenizados, quem é que garante que esses dados são trabalhados para que possam ser lidos e possam ser úteis para a tomada de decisão? OK? integração da informação, diferença entre first party data, third party data, termos eh eh

(17:58) reportes com os KPIs fundamentais para a gestão em tempo real. Não podemos esperar que determinado reporte e eh de eh eh de de de informação imprescindível para tomarmos decisões demore 1 2 3 dias, semanas, que é o que muitas vezes acontece. OK? Mas mais do que isto, temos capacidade de pegar nestas informações, nestes dados e prever o futuro.

(18:23) Analítica preditiva e prescritiva. OK? São estas algumas das condições fundamentais para tirarmos partido da a inteligência artificial analítica. ao nível da inteligência artificial generativa, coisas importantes, formação da equipa, capacitação ao nível de prompt design ou prompt engineering, como fazer bons prompts e como testar, eh questões de fine tuning, como é que garantimos e eh que o o os resultados estão ancorados em informação h credível e e que está no fundo a a alimentar o motor de de geração eh da intelig artificial para nos dar

(19:01) resultados úteis e não palha, que é o que acontece muito. OK? Questões como grounding, red teaming, questões de segurança, encptação dos dados, que políticas é que temos, o que é que os nossos colaboradores podem ir para o chat GPT na versão web e e e espelhar tudo o que temos na nossa organização, que tipo de dados é que não podem ir para versões web de large language models? Quando é que queremos ter um um large language models? quando é que temos que o ter instalado os nossos próprios servidores ou nos nossos computadores para garantir alguma

(19:32) proteção de informação. Este tipo de tópicos é muito importante. OK? Agora, inteligência artificial, na verdade não é nada. Isto é um um grande chapéu onde cabe tudo. É um nome, se quisermos abstrato, usado e usado sobretudo pela malta do marketing para vender muita coisa, mas que no fundo resume-se a isto.

(19:58) É todo o tipo de aplicações de tecnológicas de software que façam a mímica do comportamento humano. Para que isto aconteça, precisamos de um universo grande de computação probabilística que vá pelo nome de machine learning. já todos ouvimos falar, são os algoritmos de machine learning e é e é a composição de vários algoritmos que permitem estes resultados e estes casos de uso que temos temos visto e que vamos ver já mais para a frente.

(20:22) OK? Portanto, o ponto é este: Precisamos de literacia para entender esta nova realidade, tá bem? Da mesma forma que há, sei lá, 20 ou 30 anos precisávamos de conhecer o mínimo sobre a diferença entre hardware e software, um sistema operativo e as aplicações que correm nesse sistema, a a diferença entre uma app móvel e uma app web.

(20:40) Para tomarmos decisões a propósito disto, também hoje precisamos de literacia perceber um mínimo de como é que h estes diferentes tipos de machine learning funcionam, que limitações têm, que implicações é que poderão ter nas nossas decisões de gestão? Dou um exemplo, algoritmos de deep learning, OK? Algoritmos de deep learning são tipicamente black boxes, isto é, não conseguimos perceber ou há muita dificuldade em perceber os critérios pelos quais tomaram uma determinada decisão. OK? O que significa o quê? Que

(21:10) em setores críticos eh eh da atividade de saúde, banca, seguros, não podem ser usados para produzir determinados resultados. OK? Porquê? Porque temos que ser capazes de explicar porque é que determinado crédito foi atribuído a uma pessoa e não a outra.

(21:33) Porque é que uma pessoa a de uma etnia que não e que não a nossa não teve acesso a um crédito. A etnia foi um dos critérios que a inteligência artificial usou para tomar aquela decisão. OK. No marketing, a mesma coisa. a para o profiling de clientes e a segmentação ou clustering automático de clientes, que critérios é que foram usados para a e ter um determinado cliente num segmento e dar-lhe uma promoção e a outro não.

(22:00) OK? Precisamos de explainable AI e os algoritmos de deplanning tipicamente são muito mais difíceis de nos dar isto. OK? Portanto, esta tecnologia não é apenas para os ricos, OK? Precisamos de a entender para tomarmos boas decisões de gestão. Terceiro princípio é que nada disto é importante se perdermos de vista o que de facto faz com que os negócios existam, que são os clientes.

(22:25) Hã, se continuarmos a nossa conversa com centrados apenas na tecnologia, eh, estamos muito, muito, muito pobres. Tá bem? E o que nós vimos nas últimas décadas, a propósito da quarta revolução industrial, a propósito da transformação digital, foi a utilização de tecnologia com o foco de otimizar processos, de reduzir desperdícios, reduzir custos.

(22:49) OK? Isto hoje em dia já não serve e é possível irmos muito mais além do que e do que do que nisto e e com este foco. OK? Eh, o que aconteceu, por exemplo, vei esta esta ilustração com a com as caixas de de ATM, não é, de de Multibanco. O que aconteceu foi que em muitos casos substituímos o o toque humano, a presença de um ser humano pela presença de uma máquina que na prática destruiu completamente qualquer hipótese de termos relações empáticas, quentes, com os clientes que estão do lado de lá. E isto é particularmente preocupante quando falamos em momentos da verdade, em touch points críticos

(23:32) para eh eh a experiência, para a proximidade do cliente com a marca. OK? Então, o que é que o que é que o que é que nós queremos? Onde é que nos devemos concentrar naquilo que é a experiência do cliente e naquilo que são as expectativas dele? E nós sabemos, qualquer um de nós não quer ser importunado por marcas só interessadas em vender no tempo deles o que eles querem e eh fazer um spam brutal só porque têm poder para o fazer.

(24:03) Nós queremos ter esta relação pessoal com as marcas, queremos que as marcas nos reconheçam, se lembrem de nós, sejam relevantes. OK? Para que isto aconteça, é preciso conhecermos em tempo real. cada cliente ou potencial cliente, a fase em que está da sua jornada connosco. Isto é válido eh eh também para quando estamos em setores e onde o ciclo de tomado de decisão é curto ou ou mais espontâneo.

(24:41) Queremos temos que perceber o que é que o cliente quer atingir naquela fase da sua jornada de decisão ou da sua relação connosco. Qual é o objetivo dele? como é que podemos ajudar a atingir esse objetivo e idealmente ajudá-lo melhor do que concorrência. OK? Portanto, usar tecnologia para melhorar a experiência do cliente. OK? Vamos ao ao quarto e último princípio.

(24:59) Como é que podemos desenhar uma estratégia para as tecnologias de marketing que nos ajude nisto? OK? Há três pilares. Há três pilares. Isto para não para não termos um uma lógica desgarrada, entendem? de eh agora vejo uma uma plataforma que é espetacular e traga, agora vejo outra e traga, agora vejo outra e traga.

(25:18) E à páginas tantas hh não há estratégia nenhuma, é tudo aulso, é tudo adoc. Por onde é que começamos? Só conseguiremos melhorar a experiência de cada cliente se tivermos um sistema nervoso central que nos dê uma visão completa da nossa relação com esse cliente ou potencial cliente.

(25:36) OK? Não há novidade nenhuma aqui. A categoria de software chama-se CRM, Customer Relationship Management. Já cá está. há a duas, três décadas. OK? Ah, e e agora o que vos vou mostrar é o que é que devemos exigir de um CRM nos dias de hoje. Como é que a inteligência artificial pode entrar numa plataforma destas e ajudar-nos a conhecer melhor os nossos clientes, ter relações mais próximas e empáticas? Tá bem? Vou dar alguns exemplos muito centrados nos casos de uso eh de prospeção comercial ou de demand generation eh no marketing. Tá bem? OK. Isto é a vista de um CRM, neste caso é a PSPOT. Vamos ficar por

(26:19) esta plataforma por hoje. Eh, e o que temos aqui é uma ficha de um eh cliente ou potencial cliente. Não interessa. Tá aqui o nome dele, os dados dele. Tudo bem. Quero eh assinalar dois pontos importantes. O CRM tem que estar ligado a todos os nossos canais de comunicação, no mínimo os canais de comunicação digitais, o site, newsletters, redes sociais, por aí fora. E este é um dos desafios de muitas empresas que utilizam CRM.

(26:49) é uma plataforma de eh eh eh é um polícia da burocracia das do pessoal de contacto com o cliente, dos vendedores, da equipa do suporte, que vai ter que reportar lá coisas que aconteceram e pouco mais serve do que isto para contornarmos isso. Então, devemos conseguir que devemos garantir que o CRM esteja ligado a pelo menos aos nossos canais digitais, pelo menos ao e ao telemóvel, ao e-mail do colaborador.

(27:16) OK? Com base nisto, conseguimos depois perceber um e-mail que foi enviado foi ou não lido pelo hh cliente. Enviamos nesse e-mail um vídeo. Onde é que a pessoa parou no vídeo? Viu o vídeo todo? Onde é que demonstrou interesse? Onde é que voltou atrás? No nosso site, tem estado envolvido no site, vejam, hã, lançamos um determinado, uma determinada ação, uma landing page, o que for, a pessoa viu, esteve nessa página, quanto tempo e esteve lá, qual foi o comportamento dela nos nossos canais.

(27:42) OK? O segundo aspecto que quero h ilustrar, não há nada de mais eh estratégico no marketing do que a segmentação. É é por aí que tudo começa. OK. Quem são os nossos segmentos? Não é fácil responder esta pergunta com muitas plataformas de CRM, as mais clássicas. Também em Upspot nem sempre é fácil, mas nós enquanto líderes de marketing temos que exigir isso.

(28:15) OK? Então, customer, perdão, estou perdido nos meus próprios olhos. Está aqui persona. Qual é o segmento a que persona é que este cliente ou potencial de cliente pertence? Porque com base nisto, eu tenho toda uma abordagem de marketing, todo um marketing mix que tem que se adequar a essa persona. Não é só comunicação, são as ofertas.

(28:40) falo nestes produtos, falo naquelas variações, a que preços. Sim, não. Tenho toda uma estratégia que vai rodear isto. E eu que se eu posso eh identificar a pessoa do lado de lá e comunicar com audiências eh identificadas e não apenas audiências eh anónimas, eu devo fazer isto.

(29:00) É uma das coisas que uma plataforma de CRM nos deve dar. Até aqui nada de inteligência artificial, já vamos saltar para lá. Outra coisa que o CRM nos deve dar era isto que vos mostrava aqui. Temos que conhecer a fase da jornada. fase da relação em que cada cliente está. OK? Então, ele deve dizer exatamente isso.

(29:18) Estamos à frente de um cliente, de um cliente que está a retornar, eh, de um cliente que está em risco de abandono, de uma lead que está a ser trabalhada pelo marketing, que está a ser trabalhada pelas vendas. Estes são estas são informações muito importantes. OK? Vamos para a inteligência artificial. O caso é este.

(29:35) Imaginem aqui há um mês ou dois tive uma reunião por telefone, podia ter sido por por Zoom, por Teams, não interessa. Eh, com esta esta pessoa, é um nome hipotético, é um caso hipotético, Inês C. OK. E agora tenho que fazer um follow-up. Olha, vou vou-lhe mandar um e-mail. Como é que ficou o assunto? Já tomaste uma decisão? OK, já não me lembro dos pormenores.

(29:57) Inteligência artificial aqui vai-me ajudar a fazer o quê? a resumir de imediato esta esta conversa e saber exatamente o que é que foi eh aqui falado. Espero que menos tempo aqui, naturalmente posso depois auditar a chamada toda, mas isso o que eu quero em concreto é enviar um e-mail de follow-up, tocar nos assuntos importantes. Então o que é que eu faço? Peço aqui ao copilot, neste caso da para me ajudar precisamente a escrever esse e-mail de follow-up.

(30:21) Isto é um pronto que eu já tinha preparado e que coloquei aqui e peço-lhe que eh enderece os assuntos de preocupação que foram eh manifestados aqui pela pela cliente hipotética, OK? Questões de integração, por aí fora. E quero também que ele no e-mail mencione uma das, enfim, um vídeo, um webinar que que temos a propósito deste assunto. OK? Tenho o promp defeito.

(30:44) Ele vai me ajudar a produzir esta este e-mail. O importante aqui é isto. E vejam, a partir daqui posso, enfim, levar para o e-mail, enviar diretamente, fazer alterações. O importante aqui é isto. Não tive que pagar nesta gravação e ir para o chatpt. Se calhar nem devia. OK. Esta não, porque é tranquilo, é é hipotética. Se calhar nem devia.

(31:11) Esta esta informação é proprietária, tem que estar no meu sistema. Mais do que isso, para além desta informação e desta chamada, há muitas outras interações que esta pessoa teve comigo, com a minha empresa, e que a inteligência artificial, de outra maneira, não saberia. Neste caso, sabe, conhece este contexto, sabe se já foi cliente no passado ou não.

(31:31) OK? Portanto, ajuda-nos a ler todo este contexto e a adequar, a personalizar eh este touch point muito simples de e-mail marketing. OK? Vamos a um outro exemplo. Imaginem que quero eh lançar aqui uma campanha de angareação de novos clientes. H aqui estou no mercado business to business.

(31:56) OK? E portanto o que eu quero é, olha, vou pegar na minha eh nos meus critérios de segmentação, OK? E vou pedir à inteligência artificial que me ajude a identificar empresas, neste caso, olha, de software relativamente recentes, com mais de 100 colaboradores, eh, e em Portugal, empresas em Portugal que tenham fit com este meu segmento. ficar aqui pensar um bocadinho e de repente temos uma lista com algumas sugestões. Vamos só expandir isto para ver melhor. OK.

(32:33) Há aqui uma que chama atenção, Fedzin, um dos unicórnios portugueses, de resto, nosso vizinho no Instituto Pedrunes em Coimbra. Eu posso pedir-lhe mais informações sobre o Fedzai, OK? Então, que tecnologias é que eles usam e que são detetáveis pelo pelo pelo site, por exemplo? OK. eh a dimensão deles, eh as o as moradas diretas para o LinkedIn.

(32:59) Posso chegar aqui e dizer, hã, OK, quando é que foi quando é que foi a última ronda de financiamento da Fidzi? Isto é um bom momento, é um momento oportuno do ponto de vista de eh de cash flow para eles. Quem são os principais concorrentes da FedI? Vejam, rondas de financiamento, a última aqui registada 2015 e temos umas mais recentes, 2021, concorrentes principais.

(33:18) Com base nesta informação, eu posso criar uma ação, neste caso de prospeção one to one, OK? ultra personalizada. Eh, rapidamente fiquei a perceber o que tinha que perceber sobre o contexto desta desta empresa ou então eh eh uma ação mais massificada e e com origem no marketing para alcançar esta empresa.

(33:42) Agora, a questão é esta: será que este é um bom momento para falar com eles? Vamos imaginar no caso da Liminal, nós trabalhamos de sistemas de CRM e eh lá está, como sales Force, como como UPSPOT, sistemas de automação. Será que isto é um bom momento para tocar neste assunto eh eh relativamente à feed? O que nós gostaríamos de ter era algum alerta quando nestas empresas alguém começa a fazer pesquisas online sobre estes termos, estes assuntos que são importantes.

(34:07) Para quê? para podermos interagir com eles nesse momento em que estes temas serão provavelmente mais interessantes, mais pertinentes. O que vos mostro aqui eh é é um recurso que Abspot tem e há muitas outras plataformas que o têm também que se designa de intent based signals. OK? O que é isto? Chegamos aqui e vamos selecionar uma série de keywords, por exemplo, sales force partners. OK.

(34:41) Abspot e a inteligência artificial está a monitorizar vários pontos online e está aqui a mostrar-nos eh as pesquisas que estão a existir dentro de várias empresas a propósito destes termos. Sales Force Partners, certified, por aí fora. 1000 empresas que estão a pesquisar este termo. OK. Adicionei aos meus tópicos, podia adicionar muitos outros.

(35:04) E depois o que é que isto me vai mostrar? Uma lista. dessas empresas. Tá bem? Aqui é só business to business. Há outras plataformas um bocadinho mais eh invasivas e que mostram também os contactos. Neste caso, não. Mas vejam, tem aqui uma lista de eh centenas, milhares, 44 milhares de empresas. Estamos lá? Não, porque eu tenho uma estratégia de segmentação, OK? Então, eu posso chegar aqui ao ao meu CRM e dizer: "Vai-me buscar apenas empresas que coincidam com os meus segmentos alvo.

(35:35) " OK? simplificando tudo o que são empresas em Portugal. OK? Vamos lá. E o UPSPOT vai mudar aqui já, OK? Uma, duas, três, empresas que neste momento estão online fazer pesquisas por estes termos que eu aqui lhes disse. E depois posso dizer que empresas que ainda não estejam no meu CRM, que já estejam no meu CRM, mas que ainda não sejam clientes por aí fora, tá bem? E claro, isto funciona não apenas para os termos que eu falei, mas se tivermos, sei lá, nas áreas de fintec, eh, processamento de de salários, por aí fora. Estamos prestes e

(36:05) a chegar ao fim, mas há ainda duas dois pilares importantes que preciso partilhar convosco. O CRM é um é o sistema nervoso central que nos ajuda a conhecer isto tudo, a perceber qual é o o contexto e qual é o momento certo para e falarmos com as pessoas que estão do lado de lá, para alcançarmos as pessoas que estão do lado de lá, mas precisamos de alcançar.

(36:30) OK? E para isto e o o precisamos de plataformas de automação, OK? Nem todos os CRM nos dão esta capacidade de automatizar. Quando falamos em automatizar, falamos em criar eh, se quisermos, simplificando, campanhas que rodeiam uma só pessoa no momento certo, com mensagem certa pelos canais certos. OK? No mínimo, lá está, os digitais.

(36:53) Este é o conceito e e OK, este é o conceito mais simples e que também não tem necessariamente nada de inteligência artificial. Na fronteira mais sofisticada ou mais avançada, o que temos hoje em dia ao nível de automação são os e os agentes de AI. OK? O que vos vou mostrar é um agente de prospeção.

(37:15) O objetivo deste agente de inteligência artificial é de forma autónoma ou semiautónoma e interagir com estas contas que eu selecionei com estas pessoas, marcar reuniões e eventualmente depois conseguir passar e eh essas leads ao marketing, às vendas para se fechar negócio. Tá bem? O objetivo é este.

(37:35) Há outros agentes, eh, Upspot, Sales Force, Microsoft tem trabalhado muito, muito nisto, eh, capacitando os clientes a ter acesso a agentes de prospeção, agentes de marketing que criam campanhas, agentes de suporte ao cliente por aí fora. Exemplo do agente de prospeção. O que é que nós fazemos? Temos que o treinar.

(37:51) Temos que lhe dizer: "Olha, esta é a minha empresa, é isto que me diferencia. Eu resolvo estes problemas, estes são os meus produtos e serviços por aí fora. Este, este é o meu segmento por aí fora. Quais são os objetivos? O objetivo que eu tenho é que consigas marcar uma reunião, eh, algum guidance para os para os touch points nos e-mails, como é que deves eh falar, qual é o tom de voz, por aí fora.

(38:11) E então o que eu fiz foi trazer para aqui mais um contacto e damy ilustrativo, um John D que trabalha na Adidas, OK? E vamos ver o resultado deste agente eh eh de prospeção perante este contexto. O que é que ele foi fazer? Foi ler toda a informação do John D no CRM, toda a informação da empresa, foi à procura de uma série de dados e está-me aqui a sugerir já uma abordagem em três e-mails separados por dois dias, OK? Para conseguir o objetivo que eu queria, que era a marcação de uma reunião. E vejam, olá, John. A, com o lançamento da

(38:50) coleção a Adidas para o Golf, é natural, OK, é natural que esteja a aumentar a pressão sobre a o as equipas de marketing e vendas e operações. OK. Olha, nós na liminal especializamos a resolver esse tipo de problemas com a inteligência artificial, CRM, automação e por aí fora. OK? Muito, muito giro. Isto pode funcionar de forma autónoma ou semiautónoma.

(39:17) Estamos a ver isto porque a está neste formato semiautónomo, mas há aqui um ponto importante que é então e as alucinações, como é que nós temos a certeza que não está aqui a haver invenção neste texto que a inteligência artificial generativa não está h a passar-nos a rasteiras e depois o efeito é muito pior do lado de lá, como é óbvio.

(39:38) OK? Então, nós conseguimos, eh, lembram-se de ter falado ainda h pouco da Explanable A, AI, conseguimos verificar todas as fontes de informação, o que é que o CRM sabe, a inteligência artificial sabe sobre esta pessoa e sobre esta empresa, hh, e, e o que é que usou para produzir este conteúdo.

(39:58) OK? E cá está aqui a meio, o que é que nós temos? um artigo recente, quando eu criei esta, chamei para aqui esta pessoa, este contacto, este artigo está aqui, tinha saído horas antes, tá bem? E foi aqui que ele se inspirou para e, portanto, a partir daqui contextualizou toda aquela abordagem. Muito bem. Último passo, falamos de CRM, falamos de automação para falar com a pessoa certa no momento certo.

(40:24) Agora precisamos de verificar se o que estamos a fazer funcionou ou não. E para isto precisamos de uma terceira, um terceiro pilar tecnológico nas nossas stacks de marketing, que são as plataformas de business intelligence, Power BI, Tabloua OK, há muitas alternativas, estas são as mais relevantes.

(40:45) Uma plataforma de business intelligence deve-nos mostrar o nosso negócio ao dia, à hora, ao segundo, com um só clique. OK? Por exemplo, isto no marketing, estamos a investir em organic search, otimizar o nosso site para aparecermos nos primeiros resultados do Google. Sim, estamos a investir em e-mail marketing, estamos a investir em redes sociais, paid media mídia, por aí fora.

(41:09) Nós queremos perceber que impacto é que isso está a ter, sim, ao nível das métricas relevantes para esses canais, mas depois sairmos das venity matrics e perceber em que medida o investimento que estamos a fazer, por exemplo, em organic search search está a trazer ou não clientes, está a trazer ou não retorno. OK? Este tipo de informação é crítica para eh eh eh o o para os negócios e é crítico que seja em tempo real.

(41:34) Agora, a informação retrospectiva, o que é que precisamos? Precisamos de ir mais além e com base eh nestes dados e noutros conseguir tirar conclusões de de previsão o que é que irá acontecer no futuro, pelo menos isto. OK? E o exemplo que vos vou dar é da inteligência artificial a ajudar-nos nisto a propósito de um negócio em concreto, tá bem? O caso é este.

(41:58) Um senhor eh o Talomali hoje quer uma semana de férias em Paris, OK? E está com os bolsos cheios porque vai gastar 7.000 € nisso. Boa. Qual é a probabilidade de eu fechar este negócio? Inteligência artificial está a fazer aqui esta previsão e não parece bem. OK. 14 pontos numa escala que vai até 100, creio eu, e e esses 14 pontos têm vindo a diminuir nos últimos tempos. OK? O que é que a inteligência artificial está aqui a ver? Eh, olhar para uma série de eh dados de pontos de informação, data points, e a dizer: "Olha, e não há resposta do lado de lá a este e-mail já há não sei quanto tempo, já ninguém faz um follow-up há não sei quanto tempo." Isto são maus sinais. Comparando este negócio, o perfil deste

(42:36) negócio, deste cliente com outros que tiveram sucesso também a coisa não está não está positiva. OK? Então, com base nisto, nós conseguimos perceber e utilizar os dados para entender a nossa realidade, perceber o futuro e termos uma lógica sistemática quando abordamos o o a inteligência artificial nos nossos negócios, muito mais do que adoc e ou casuística, tá bem? É isto que nós temos feito com vários dos nossos clientes, como o Centro Cultural do Lem, como a a Go Contact.

(43:09) Eh, um dos recursos que gostava de vos deixar é um diagnóstico gratuito, podem fazer a partir do do nosso site para perceber qual o nível de maturidade em que as vossas organizações de marketing ou as vossas marcas estão no que diz respeito a estes a estes temas, o tema de automação e de e de personalização de de marketing.

(43:28) Eh, e o desafio é exatamente este, é que inteligência não é nada mais que não a capacidade de nos adaptarmos à mudança. E a mudança hoje em dia requer empresas com cérebros digitais, mas marcas cada vez mais humanas. Muito obrigada, Tiago, pela tua excelente apresentação. Eh, eu, antes de passar à audiência, eu gostava de fazer desde já uma pergunta, porque realmente estamos numa época de disrupção tecnológica, como nós sabemos. Eh, nunca antes tivemos tanta tecnologia ao nosso dispor e e a tentação é grande e sabemos que

(44:10) isto significa, conforme tu explicaste, ganhos imensos de produtividade e e de conversão também em vendas. H, e eu perguntava-te, mas ao mesmo tempo nós temos consumidores que também escrutinam cada vez mais as marcas pela sua autenticidade eh e transparência, não é? Como é que nós, na tua opinião, podemos conciliar estas estas duas vertentes? Eh, sem dúvida.

(44:36) E então, há uma diferença crítica entre o marketing orientado para o crescimento e quando falamos em automação, isto vem sempre agarrado. E o marketing orientado para o desenvolvimento. O que é que eu quero dizer? Isto é, o marketing focado em escalar resultados de forma rápida, muitas vezes agressiva até o tal spammer, mais leads, mais clicks, mais conversões.

(45:03) OK? As tecnologias de hoje em dia conseguem dar ao marinhas este poder quase de Big Brother. Contudo, porque podemos, não quer dizer que que devamos. OK. Eh, então o futuro do marketing, na verdade, não está eh em saber eh mais sobre o consumidor, em ter mais capacidade de gritar mais e mais alto que os concorrentes, mas em saber cuidar melhor da relação com o consumidor e com o cliente e até com a sociedade, diria eu.

(45:33) Portanto, é a intenção estratégica que determina o impacto que fazemos com as tecnologias ou que temos com as tecnologias. eh de tal maneira que isto vai, a verdade vem sempre à tona e isto é eh é notado pelo mercado. Agora, tem que começar por ser um desígnio estratégico. Eu não quero apenas faturar e vender a todo o custo porque tenho uma determinada cota para atingir ou porque se não sou despedido. Não.

(45:57) O mindset das equipas de gestão, dos bordes das empresas têm que mudar este mindset de exploração para o mindset de desenvolvimento, que significa que do lado de lá não temos apenas um cliente, temos um ser humano, não temos apenas eh um um país, temos uma sociedade, fazemos parte dela.

(46:18) Se houver este mindset, quando pegamos nestas plataformas, eh pegamos com esta idoneidade ou temos que pegar com esta idoneidade. Claro. E daí também a importância da supervisão humana, não é, para termos essa e essa garantia, não é, de certa forma de que a marca se mantém autêntica, não é? E e já agora eu eu ouvi falar ainda eh destes dias sobre na gestão da experiência do do consumidor na questão do dos picos dos picos e emocionais ou picos de experiência.

(46:51) Há um, há um autor que fala no nos experience e realmente os consumidores se lembram e não da experiência de uma forma se sequencial, mas realmente aqueles momentos, não é, que foram que tiveram maior impacto, não é? Hum, o que é que tu achas que pode gerar realmente maior impacto num consumidor, assim da tua experiência? O que é que realmente pode criar um pico de experiência na gestão da experiência do consumidor? Lembras-te assim de alguma coisa? Sim.

(47:14) Então esse é um tema importante porque vamos lá, primeiro, sempre que somos surpreendidos, isso é marcante, não é? E essa surpresa muitas vezes não necessita de tecnologia nenhuma. Basta e estarmos no lugar certo, à hora certa a fazer a coisa certa e, portanto, conhecer o cliente e, portanto, ter um modelo de negócio adequado a isso ouvia da criatividade também clássico e desde sempre, não é? De que maneira é que a criatividade e a comunicação eh surpreende ou de facto entregando muito mais nos momentos certos do que aquilo que o cliente está a espera ou do que a

(47:50) concorrência oferece. H, não há mal nenhum numa customer journey. Nós temos momentos em que o cliente diz assim: "Pá, vocês são mazinhos nisto, vocês a concorrência é bastante melhor. Não há mal nenhum nisto, desde que tenha sido uma escolha feita pela própria marca.

(48:08) Nestes pontos, eu não quero ser extraordinário, eu não quero ser melhor do que a concorrência. naqueles outros vou ser extraordinário e vou surpreender. E há dois outros pontos que é eh eh o nem sempre eh temos que superar as as expectativas dos clientes. OK? Quando falamos em eh customer effort score e os estudos feitos à volta disto, muitas vezes o que o que temos que fazer não é the extra mile, é simplesmente resolver bem rápido o que quer que seja o problema que que o cliente tem.

(48:38) Portanto, há aqui uma falsa, um falso endeusamento sobre eh eh uma experiência extraordinária e muito superior à expectativa do cliente. OK? Por fim, claro, a hiperpersonalização normalmente é sempre assim um um momento au, até porque ainda não estamos tão habituados a isso.

(48:58) Há um perigo com a hiperpersonalização que é eh é lá estes tipos são tão sabem mais de mim, OK? Eu não quero. Portanto, também aqui devemos saber eh onde é que devemos levar eh formas de hiperpersonalizar quais os pontos na jornada que devem ser hiperpersonalizados e onde é que nos devemos simplesmente afastar e deixar a pessoa no seu anonimato. Muito bem. Empatia acima de tudo, não é? Sim, completamente. Ora bem, eu ia passar a palavra à audiência.

(49:24) Eh, gostava de saber se alguém tem alguma questão antes de eu passar para para as outros temas que eu tinha aqui em carteira. Diogo, boa noite. Chavi que tá desse lado. Olá. Olá, boa noite. Tudo bem? Boa noite. Não sei se me conseguem ouvir perfeitamente. Perfeitamente, perfeitamente. Ah, muito bem. Eh, tenho tenho duas questões e para colocar.

(49:51) Primeiro, agradecer e foi tem sido uma aprendizagem bastante boa este estar a ouvir o Tiago. Hã, o Tiago referiu há pouco a a parte das alucinações. HH e e trouxe-me e trouxe-me à à ideia que muitas vezes os agentes que nós que que o Tiago apresentou podem ser dezenas e dezenas. Uma das formas que o Tiago referiu, e corrija-me se eu estiver equivocado, foi que uma das foi o controlo ou supervisão humana, poderíamos verificar a a onde onde é que foi onde é que foi obtida a informação, como é que nós conseguimos controlar isso com dezenas e dezenas de agentes a trabalhar ao mesmo tempo acaba por ser h

(50:25) quase eh pouco provável de eu conseguir fazer o tracking é tudo. HH é esta é uma pergunta. Outra pergunta também que que fiquei curioso agora que estavam a falar nisso foi na hiperpersonalização. Uhum.

(50:45) Ora, como é que uma das coisas que nós sabemos e aprendemos inclusive no IPAM é que e cada vez mais h um a preocupação com os dados é uma constante. No entanto, nós sabemos por segmentos e a diferença de segmentos, essa preocupação pode ser totalmente dispar. como é que nós conseguimos fazer eh essa hiperponalização até onde até qual é que é o nosso limite de acordo com o segmento eh como é que nós conseguimos ter essa destreza, já que nós trabalhamos muitas vezes com dezenas e dezenas de segmentos diferentes dentro do mesmo público.

(51:11) Eh, daí as minhas questões. Muito obrigado. Excelente, excelentes questões, Diogo. Nem sei por onde é que hei de começar. Eh, e para simplificarem também o tempo em relação à hiperpersonalização, uma boa recomendação seria será esta pensarmos no conceito de zero party data, OK? Vamos perguntar, vamos falar com as pessoas, vamos saber se o que é que elas querem e e como é que querem ter a a experiência a ser gerida do nosso lado.

(51:43) Até que ponto podemos ser um bocadinho mais eh intrusivos ou mais e eh eh persistentes, sim ou não? a perceber isto do lado de lá. Depois, claro, fazer fazer testes, quais são os segmentos aonde quando e personalizamos ou hiperpersonalizamos temos bons resultados, quando é que temos maus resultados e qual é a previsão em relação a isto? Isto é, conseguimos, por exemplo, com algumas plataformas, não com não comspot, mas com outras plataformas de customer jourration, conseguimos, por exemplo, perceber se há determinados segmentos que reagem melhor ou pior ao canal WhatsApp, ao canal SMS,

(52:14) ao canal e-mail marketing e por aí, enfim, tomar decisões. OK? hh para ser sucinto, a outra questão dizer de respeito às alucinações, então, eh, automatizamos, automatizamos, automatizamos e de determinada altura eh precisamos do ser humano a ver todas as automações, senão a coisa corre mal.

(52:42) Normalmente este tipo de eh projetos deve ser feito numa lógica primeiro piloto h eh eh com casos muito muito muito específicos em que no arranque sim há uma supervisão eh meticulosa. Imaginem quando pensamos em inteligência artificial para os nossos trazer inteligência artificial para os nossos negócios, temos que pensar que estamos a trazer um ah um recém-licenciado super inteligente, super convencido que sabe tudo, mas que sabemos que tá muito a quem em muitas coisas e, portanto, precisamos de estar ao lado dele e dar-lhe tarefas específicas, rotineiras, que já sabemos como é que se fazem, bem, que já testamos de forma manual ou não. E, e depois verificar se os resultados

(53:18) que estamos a obter são consistentes. Sendo consistentes, podemos alargar, alargar, alargar, alargar e as páginas tantas usar o método de amostragem para ir monitorizando e perceber e corrigir h desvios.

(53:38) Hum, engraçado que eu estava a ouvir-te falar e lembrem-me logo de uma marca de ginásios bastante conhecida, não vou referir aqui qual, eh, de que eu fui cliente, mas eu já fui cliente de quase todos os ginásios que há que há aqui no Porto. E uma das coisas que eles perguntam logo no início é: "Como é que queres ter contactado?" Eh, e, e eu referi logo desde o início por e-mail, porque pronto, aprecio a minha privacidade, etc.

(53:58) E então fartaram-se de me telefonar várias vezes. Portanto, é realmente não conhecer o cliente, não é? É realmente desrespeitar a vontade do cliente. Vamos, vamos ouvir aqui o Fernando. Boa noite, boa tarde ainda, Fernando. Boa tarde. Boa tarde. Estão-me ouvir? Olá. Sim, sim, sim. Obrigado pela apresentação.

(54:17) Eh, foi muito interessante e e tem a ver com a situação, com a apresentação em si e com o CRM ou com o sistema utilizado. Portanto, todos os exemplos aplicados foram exemplos que estão inseridos ou ou automatizados e e integrados no CRM, no vosso CRM. Plataforma que mostrei chama-se Hubspot. Há outrasot.

(54:46) Ah, mas eh essa plataforma é uma plataforma que está fora do vosso CRM ou eh só funciona integrada com com o CRM? Eu eu eu explico isto isto é a pergunta vai por eh um uma outra empresa, um outro cliente que que tenha um outro CRM. a integração é consegue-se fazer essa integração ou é necessário algumas algumas algum midler, alguma outra outra outra e sistema que faça a integração? Excelente pergunta.

(55:19) O primeiro nós trabalhamos com várias marcas, com várias software houses, OK? Nomeadamente Upspot, que foi o sistema que vos mostrei aqui, entre outras, Cels Force também produz este tipo de tecnologias, Microsoft, Zorro também produz este tipo de tecnologias, ample Market, tá bem? hh escolhiste trazer-vos spot.

(55:40) Porquê? Porque provavelmente será das melhores soluções a resolver exatamente estas questões que que falava Fernando. Integração. Eu tenho diversas aplicações e agora quero que todas conversem entre si de forma fácil. Porquê? O modelo de negócio é all in-lane. Por exemplo, quando falei em eh e plataformas de business intelligence, mencionei Power BI ou Tablo, que são as as dominantes, mas depois mostrei-vos novamente a Spot.

(56:06) Porquê? porque também tem a solução de de de de business intelligence na na sua aplicação, o que significa que eh o que quer que façamos, quaisquer que sejam os produtos que a gente compre em Upspot, as bases de dados funcionam sempre muito bem, super integradas, a a experiência de utilização é a mesma. Isso não acontece e com todas as marcas. Hã agora uma, o último ponto é este.

(56:32) Precisamos do quê? Best of breed ou all in one é mais uma das decisões típicas em IT para as para as nossas áreas de marketing. Best of breed é OK, Abot pode ser interessante a fazer h a fazer e agentes de prospeção, como eu mostrei. E pá, mas calma, porque o português de Spot ainda não está assim tão bom quanto isso. OK. Se calhar precisamos de uma plataforma como Ample Market, que que inclusivamente sintetiza a nossa voz e pode mandar mensagens de voicilos sintetizados, estão a ver? Para sair do canal email marketing. Outro exemplo, intent based signals. A Spot

(57:12) chega agora ao mercado com esta solução, perceber quem é que está do lado lá à procura de eh informação, enfim, relativa à campanha que queremos lançar, ao produto que temos, o que for. Temos outras plataformas que só fazem isto. Quando olhamos para best of breed, sabemos certamente primeiro que vamos pagar mais, depois que será muito melhor do que e muitas vezes o que já virá nestas plataformas all-ine.

(57:38) E por fim, garantia como é que vai funcionar a integração. Nós não queremos estar a ter que contratar um developer para fazer código e integrar à país. Não queremos perceber se já há integrações nativas, que limitações é que tem ou não. Se não há integrações nativas com o nosso CRM, que será a plataforma central para tudo isto, se não há integrações nativas, então conseguiremos utilizar uma plataforma de integration, as Hypes Integration Platform as a service, um Zapper, por exemplo, um N8N para ligar estas plataformas de forma simples ou não.

(58:15) Muito bem. Eh, muito obrigada pelas vossas questões. Não sei se mais alguém tem alguma questão. Hugo ainda está desse lado? Sim, sem dúvida. Estava estava a gostar muito. Eh, antes de mais, parabéns pela iniciativa. Eu acho que Portugal precisa mais destas discussões. As empresas europeias precisam de uma vez por todas abraçar o AI e entender a mudança que eh que é sem precedentes, a mudança que estamos agora a passar. Eh, também parabéns pelo mestrado.

(58:46) Eu acho que vai em boa hora. Estamos mesmo a precisar de valências destas. eh os nossos executivos, os nossos recém-licenciados, os nossos eh os nossos experts precisam de de se adaptar a esta nova realidade. Já agora, também parabéns à Liminal, eh porque é uma beacon no país para pronto, para avançar nesta frente.

(59:08) Precisamos mais empresas como a Liminal que que procurem esta frente. vai haver muito trabalhinho nos próximos 10 anos para hh pronto para abraçar e para fazer todo o change management para esta nova realidade. Eh, porque eu acho que quando no procurar agradar a a quem se serve, não é? no procurar superar as expectativas, no procurar diferenciar a complexidade de manter eh esta competição que é vai ser cada vez mais sem precedentes. Eh, vamos ter que ter todos muito mais fortes.

(59:43) Eh, vamos ter as nossas pequenas empresas, nossas médias empresas vão ter que conseguir competir com as stacks que são que estão silenciosamente a ser construídas. Hã, ou seja, eu prevejo que os agentes vão começar não só a sugerir eh aquilo que compramos, aquilo que encontramos, mas também a a executar por nós e até mesmo a comprar por nós.

(1:00:12) Eh, há oportunidades fantásticas agora a aparecer com protocolos novos, com eh com eh metodologias novas para tornar os nossos produtos e serviços mais encontráveis, não é? Eh, só a título de melhoria, eu acho que nestes três vetores, eu acho que no discurso da hiperpersonalização, falta aqui um ingrediente crítico, que é o conhecimento da carteira, dos produtos e dos serviços.

(1:00:32) Ou seja, porque se nós queremos hiperpersonalizar, temos que saber muito sobre o nosso cliente, temos que saber muito o que é que ele faz, mas também temos que saber muito eh dos metadados dos nossos produtos e serviços para aí sim podermos combinar. Eh, portanto, parabéns. Acho que precisamos mais destas.

(1:00:52) Professor, por favor, façam mais sessões destas, hã, para continuarmos esta discussão e aprendermos todos. Claro que sim. Obrigada, Hugo, pela pelo seu contributo. Eu eu ia agora para terminar e perguntar ao Tiago como é que ele vê o profissional de marketing do futuro. Isto porque se fala também que as competências humanas também vão ser cada vez mais importantes. Hum. Eh, gostava de saber a tua opinião.

(1:01:12) Como é que vês o o profissional de marketing do futuro? É a pergunta que faço a mim próprio todos os dias, como onde é que eu estarei daqui a 5 anos ou daqui a 10 anos? Saiu um estudo aqui há alguns meses, eh, creio feito pela Maquin em Portugal sobre o impacto da inteligência artificial, precisamente na no nos postos de trabalho e era assim uma coisa um bocadinho eh assustadora, mais de 1 milhão de postos de trabalho afetados.

(1:01:36) eh depois usavam-se aqueles termos aqueles eufemismos eh eh eh reciclagem e tal por aí. Eh e um dos uma das áreas mais afetadas, particularmente pela inteligência artificial generativa, é precisamente a área do marketing. Logo a seguir a área da contabilidade. H hum. Esse mesmo estudo da MA 15 falava sobre a importância de os profissionais eh ganharem mais competências tecnológicas.

(1:02:06) E aqui competências tecnológicas diz respeito àquilo que eu falava há bocadinho, pelo menos a literacia, temos de ser cada vez mais tecnólogos. Hã, porque hoje em dia falar em software e e e trabalhar software eh não é necessariamente saber programar, eh não é necessariamente saber desenvolver linhas de código, por um lado, isto, por outro lado, h o estudo era era muito claro nisto, as soft skills serão determinantes, OK? e e as e e as nossas capacidades de de relação com os seres humanos que estão do lado do lado. Acho que quanto mais digitais as marcas forem, mais se vão diferenciar aquelas

(1:02:41) que tiverem o ser humano no momento certo também. OK? Portanto, o pensamento crítico, eh o julgamento e ético, ah, quer dizer, nós carregamos no chat GPT, ele faz-nos os trabalhos de casa todos, não é? E responde aos exames e por aí fora. Até que ponto aquilo está certo, não está? Vamos aceitar isso, não é? eh eh a própria criatividade.

(1:03:03) Quer dizer, eh eh inteligência artificial, isto é um debate grande, mas eu não concordo que a inteligência artificial seja criativa, não cria nada de de raiz. Eh, onde é que está a originalidade? Onde é que se cruzam conhecimentos e áreas de de saber? a visão, o insite, experiência individual, a empatia, a a comunicação interpessoal, tudo isso são atributos cada vez mais relevantes.

(1:03:27) Capacidade de criar relações, manter relações, eh, acho que vai ser determinante. Sim, sim. Eu, eu sou daquelas pessoas que acho que haverá também oportunidade para negócios eh eminentemente assentes na experiência humana, eh, porque efetivamente vai ser escassa, não é? E, portanto, a escassez gera também desejo.

(1:03:52) E e acho que que haverá, se calhar, pagando lá estar um valor premium e por esses por esses serviços. E imagino isso, por exemplo, nas marcas de luxo, não é? As marcas de luxo têm que realmente conseguir surpreender, como falavas há pouco, os consumidores e exceder as expectativas, não é? Então, provavelmente essas marcas eh terão que assentar muito também na na ainda na experiência humana. Não sei.

(1:04:11) Estou estou aqui a pensar. Hum, não sei se mais alguém quer gostaria de colocar uma questão. Estamos aqui hoje no âmbito do mestrado em marketing e tecnologia, mestrado em Portugal único com a duração de um ano, eh, e que promove o desenvolvimento de competências tecnológicas e de marketing e analíticas que hoje em dia são fundamentais.

(1:04:38) Tiago, resta-me agradecer-te muito. Eh, foi excelente, é o prazer contar contigo no mestrado. Que bom. Eh, e estávamos aqui o resto da noite a debater estes temas que são tão importantes e e como o Hugo, aliás, referiu, eh, para para as empresas portuguesas e e não só, eh, porque efetivamente os desafios são muitos, não temos ainda todas as respostas, não é? Portanto, temos temos as perguntas, eh, como dizia Peter Drucker, e, portanto, é destes debates também que nasce a luz, não é, no fundo, portanto, andamos todos à procura aqui do propósito eh das marcas e e do futuro

(1:05:13) das marcas, não é? De como é que será realmente esta experiência que as marcas vão proporcionar ao consumidor no futuro. Eh, e portanto a tecnologia realmente já se entranhou nas nossas vidas e e é impossível, de facto, eh, fugir destes temas, de certa forma.

(1:05:32) Bem, se não há mais perguntas, queria agradecer a todos a vossa presença e colocar-me à disposição para o que precisarem. Eh, e recordo que no site do IPAM tem informação sobre o mestrado em marketing e tecnologia. Estamos ao dispor para esclarecer qualquer dúvida. Muito obrigada mais uma vez a todos e um resto de uma boa noite. Muito obrigada. Obrigada. Um abraço a todos.

(1:05:51) Até a próxima. Muito obrigada. Obrigada.