Dados pessoais: a moeda do futuro

90% de todos os dados existentes atualmente foram criados a partir de 2014.

Fonte: IBM

É um facto que cada vez mais os dados dos clientes se tornam valiosos para os marketeers e para as empresas. Mas é também um facto que, a cada dia que passa, os clientes têm cada vez mais poder sobre estes dados e estão cada vez mais informados sobre esta matéria.

A par disto, há cada vez mais escândalos a surgir nas notícias sobre uso ilegítimo dos dados dos clientes por parte das empresas, como no recente caso que envolveu o Facebook e a Cambridge Analytica.

Entretanto, as instituições legais têm tentado combater este tipo de crimes criando novas leis e regulamentos – como o RGPD (Regulamento Geral para a Proteção de Dados), tentando salvaguardar os consumidores e punir as empresas que usarem os dados sem consentimento.

O estudo “The Currency of Data: Quantifying the Value of Consumer Information in 2019“, da Blis, explora este tema e tenta perceber quão informados estão os utilizadores sobre o uso dos seus dados e qual o valor destes dados para as empresas. Conheça as principais conclusões abaixo.

O valor dos dados pessoais em 2019

#1: Os nativos digitais preocupam-se menos com o modo como as empresas usam os seus dados do que as outras gerações

Embora a maioria dos inquiridos ache que está mais informada sobre o modo como as empresas usam os seus dados, comparativamente há 1 ano, os nativos digitais (18 a 34 anos) são os que menos se preocupam com esta temática. Esta conclusão é interessante porque demonstra claramente o à vontade desta geração com os dados digitais e com o modo como as empresas o utilizam.

Fonte: Blis

#2: 83% dos inquiridos sabe que as empresas estão a aceder à sua localização física, mas não se importam que esta informação seja usada

Embora a maioria dos utilizadores saiba que partilham com as empresas dados sobre a sua localização física, uma vez que estão mais conscientes sobre o modo como as organizações usam as suas informações, não se importam que os marketeers utilizem estes dados. Esta cedência depende, sobretudo, da empresa que pede para aceder a estes dados e do modo como é feita. Por exemplo, 40% das pessoas revelou que partilhariam esta informação com a Amazon, versus 28% com uma empresa de retalho menos conhecida.

Fonte: Blis

#3: A maioria dos consumidores cobrariam, no mínimo, 10$ para partilhar os seus dados com as empresas

6 em cada 10 pessoas revelaram que partilhariam as suas informações pessoais com as empresas, mas mais de metade (57%) cobrariam, no mínino, 10$ para o fazer.

Em relação ao grau de conhecimento de cada marca, 54% cobraria mais dinheiro para ceder os seus dados a uma marca desconhecida versus a uma marca com que já tivesse interagido anteriormente.

Além disso, as pessoas com rendimentos abaixo dos 50 000$ estão mais dispostas a partilhar os seus dados de forma gratuita, do que as que ganham acima de 50 000$. Para as empresas focadas neste último segmento de consumidores, isto significa que, no futuro, poderão ter de alocar maior investimento para conseguir obter os dados de cada utilizador, impactando o ROI.

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Fonte: Blis

#4: 114% dos inquiridos estariam mais dispostos a fornecer o seu nº de telefone em troca de um bilhete para um evento

No mundo dos dados, há algumas informações mais valiosas que outras: a idade ou o nível de escolaridade são percepcionadas enquanto dados de baixo valor; já o nível de rendimento, o número de telefone ou a morada são dados de alto valor. Segundo este estudo, o número de telefone é exatamente o dado pessoal mais difícil de obter.

Quando confrontados com a possibilidade de ceder os seus dados pessoais em troca de bens de consumo ou serviços, a maioria dos inquiridos demonstrou muito maior disponibilidade em fazê-lo, com 100% das pessoas a ceder a sua morada e 114% a ceder o seu nº de telefone em troca de um bilhete para um evento.

Isto leva-nos a uma questão muito importante: serão os dados uma nova moeda mundial, no futuro?

Fonte: Blis

O que esperar do futuro?

Cada vez mais pessoas estão informadas sobre o modo como os seus dados são utilizados pelas empresas e não se importam de ceder estas informações dependendo da marca que as pede e do modo como são pedidas.

Assim, é importante que as empresas que querem ser bem sucedidas no futuro invistam no awareness da marca e em fornecer uma boa experiência aos seus clientes, bem como em nutrir as relações já existentes. Isto fará com que, no futuro, consigam obter mais facilmente os dados que necessitam para conseguir oferecer uma experiência personalizada e relevante a cada cliente.

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