Como medir o ROI de CRM e Marketing Automation nos primeiros 6 meses

Implementar um CRM ou uma plataforma de Marketing Automation é relativamente fácil de justificar em teoria. A empresa pretende organizar melhor os dados dos clientes, automatizar tarefas, melhorar o acompanhamento comercial, aumentar a visibilidade sobre o pipeline e criar processos mais consistentes entre Marketing e Vendas.

A dificuldade aparece alguns meses depois, quando a Administração, o CEO ou o CMO fazem uma pergunta simples: o investimento está realmente a produzir resultados?

Medir o ROI de CRM e Marketing Automation nos primeiros seis meses exige mais do que comparar o custo das licenças com o volume de vendas. Uma implementação deste tipo afeta simultaneamente produtividade, qualidade dos dados, velocidade comercial, geração de pipeline, taxas de conversão, retenção e capacidade de gestão.

Por isso, o retorno deve ser avaliado através de uma combinação de indicadores financeiros e operacionais.

A fórmula financeira continua a ser importante. De forma simplificada, o ROI pode ser calculado através da diferença entre o valor económico gerado pelo investimento e o respetivo custo, dividida pelo custo total do investimento e multiplicada por 100.

Mas a qualidade desta conta depende de algo mais importante: saber exatamente que benefícios podem ser atribuídos ao CRM e à automação.

Um bom modelo de ROI deve responder a cinco perguntas: a equipa adotou efetivamente o sistema? O trabalho tornou se mais eficiente? O pipeline melhorou? As taxas de conversão evoluíram? A empresa está a gerar ou preservar mais receita?

Nos primeiros seis meses, estas perguntas são mais úteis do que procurar um único número isolado.

Para aprofundar como avaliar o investimento e transformar CRM em retorno económico, consulte o ebook da Liminal sobre quanto custa e como rentabilizar um CRM

Como se calcula o ROI de CRM e Marketing Automation?

O ROI de CRM e Marketing Automation deve comparar o valor económico incremental criado pelo projeto com o investimento total necessário para o implementar e operar.

A fórmula base é:

ROI = (Benefícios financeiros gerados pelo CRM e automação − Custo total do investimento) ÷ Custo total do investimento × 100

Se uma empresa investir 50.000 euros entre software, implementação, integração, formação e operação e conseguir atribuir 80.000 euros de valor incremental ao projeto, o retorno líquido será de 30.000 euros.

O ROI seria:

(80.000 − 50.000) ÷ 50.000 × 100 = 60%

O problema é que o valor gerado raramente vem de uma única fonte.

A HubSpot salienta que o retorno de um CRM pode incluir crescimento de receita, melhoria da retenção, ganhos de produtividade, redução de custos e diminuição do custo de aquisição. Esta abordagem é importante porque medir apenas novos negócios fechados pode subestimar significativamente o impacto do sistema.

Para uma avaliação rigorosa, o benefício financeiro deve incluir pelo menos quatro componentes: receita incremental, receita preservada, redução de custos e valor da produtividade recuperada.

O que deve ser incluído no custo total de um CRM?

Um erro frequente na medição do ROI consiste em considerar apenas o preço das licenças.

O investimento real é mais amplo.

Deve incluir licenciamento do CRM e das ferramentas de automação, serviços de implementação, migração e limpeza de dados, integrações com outros sistemas, configuração de workflows, dashboards e reporting, formação das equipas, apoio à adoção, suporte e manutenção.

Também pode fazer sentido contabilizar parte do tempo interno dedicado ao projeto.

Se a equipa de Marketing, Vendas, IT e Gestão dedica dezenas ou centenas de horas à definição de processos, validação de dados, testes e formação, existe um custo económico associado.

Isto não significa tornar o cálculo excessivamente complexo. Significa evitar um ROI artificialmente elevado por ignorar uma parte significativa do investimento.

A McKinsey defende precisamente que a avaliação de tecnologia de Marketing deve ligar o custo total da stack ao valor criado através de receita, eficiência e poupança. Sem esta relação entre investimento e resultados de negócio, a tecnologia corre o risco de continuar a ser vista apenas como um centro de custos.

Esta análise deve começar ainda antes da implementação. Quanto melhor estiverem definidos requisitos, objetivos, processos e indicadores de sucesso, mais fácil será medir posteriormente se o investimento entregou aquilo que estava previsto.

Se a empresa estiver ainda na fase de preparação ou seleção de CRM, utilize o Template de Requisitos de CRM da Liminal para estruturar necessidades antes de comparar plataformas

Que resultados esperar de um projeto de CRM e Marketing Automation em seis meses?

Nos primeiros seis meses, o resultado esperado não deve ser apenas crescimento imediato da receita.

Um projeto bem executado tende a evoluir por fases.

Nos primeiros meses, os resultados mais importantes aparecem normalmente na adoção, qualidade dos dados, consistência dos processos e eficiência operacional. À medida que estes elementos estabilizam, tornam se mais visíveis os efeitos sobre pipeline, conversão, produtividade comercial e receita.

Isto significa que o ROI deve ser medido como uma progressão.

Esperar que todos os benefícios financeiros apareçam imediatamente após o lançamento pode criar expectativas pouco realistas. Por outro lado, aceitar que o CRM fique vários meses sem indicadores claros de melhoria também é um erro.

O objetivo deve ser construir uma scorecard de seis meses capaz de mostrar se o investimento está a avançar na direção certa.

Veja também 10 Quick Wins de CRM que permitem demonstrar impacto nos primeiros seis meses

Mês 1. Medir adoção, utilização e qualidade dos dados

O primeiro mês deve responder a uma pergunta fundamental: a organização está realmente a usar o sistema?

Uma implementação pode estar tecnicamente concluída e ainda assim não produzir retorno.

Se os comerciais continuarem a gerir oportunidades em folhas de cálculo, se os contactos não forem atualizados, se as atividades não forem registadas ou se Marketing e Vendas utilizarem definições diferentes, os dashboards deixam rapidamente de representar a realidade.

Por isso, a adoção é um indicador económico, não apenas um tema de formação.

Salesforce distingue claramente implementação de adoção. A implementação termina quando o sistema é disponibilizado e configurado. A adoção acontece quando a utilização do CRM passa a fazer parte do trabalho diário das equipas. A empresa deve definir métricas específicas para acompanhar essa transição.

No primeiro mês, faz sentido acompanhar percentagem de utilizadores ativos, frequência de login, percentagem de oportunidades atualizadas, atividades registadas, contactos com informação essencial preenchida, utilização de tarefas e follow ups e percentagem de negócios geridos efetivamente no CRM.

Também é importante medir a qualidade inicial dos dados.

Podem ser analisados duplicados, contactos sem empresa associada, oportunidades sem valor, negócios sem data prevista de fecho, propriedades críticas vazias e registos sem owner.

A primeira evidência de ROI é simples: o CRM começa a tornar se uma fonte de informação fiável.

Sem esta base, qualquer indicador de pipeline, forecast ou Marketing Attribution será questionável.

Veja como garantir que a equipa de vendas utiliza o CRM desde o primeiro dia

Mês 2. Medir eficiência e redução de trabalho manual

Depois de confirmar que as equipas utilizam o sistema, a atenção deve passar para a eficiência.

Um CRM e uma plataforma de automação devem reduzir trabalho administrativo, tarefas repetitivas e processos manuais.

É nesta fase que começam a surgir ganhos mais fáceis de quantificar.

A empresa pode comparar o tempo necessário antes e depois da implementação para atividades como atribuição de leads, criação de tarefas, follow up, atualização de contactos, criação de relatórios, preparação de reuniões, envio de comunicações ou passagem de informação entre Marketing e Vendas.

Se dez comerciais pouparem duas horas por semana através de automação, isso representa 20 horas de capacidade recuperada semanalmente.

Esse tempo pode ser convertido em valor financeiro através do custo médio horário da equipa.

Por exemplo, se o custo médio total de uma hora comercial for 30 euros, uma poupança de 20 horas por semana representa cerca de 2.400 euros por mês.

Esta produtividade recuperada deve fazer parte do cálculo do ROI.

McKinsey estima que mais de 30% das atividades de vendas podem ser automatizadas e refere casos de empresas que conseguiram aumentar a produtividade comercial através de automação. Estes valores devem ser vistos como referências e não como garantias universais.

O objetivo nesta fase é perceber se a tecnologia está a devolver tempo às equipas.

Para perceber onde a organização já está preparada para automatizar e onde existem ainda lacunas de processo, utilize o Diagnóstico de Maturidade de Marketing e Vendas da Liminal

Mês 3. Medir velocidade comercial e pipeline

Ao terceiro mês, a empresa já deve conseguir avaliar alterações na forma como as oportunidades entram e avançam no pipeline.

O CRM deve permitir responder a perguntas que antes eram difíceis ou demoradas.

Quantas leads entram por mês? Quanto tempo demora uma lead a receber resposta? Que percentagem passa para oportunidade? Quanto pipeline é criado? Que canais geram oportunidades comerciais? Quanto tempo permanece cada negócio em cada fase?

Estas métricas são fundamentais porque muitas melhorias de ROI começam antes da receita final aparecer.

Imagine que uma empresa reduz o tempo médio de resposta a novas leads de 24 horas para duas horas, aumenta a percentagem de leads efetivamente contactadas e cria 20% mais oportunidades comerciais.

Mesmo que parte dessas oportunidades ainda não tenha fechado no terceiro mês, já existe evidência de melhoria do processo comercial.

Os indicadores mais importantes nesta fase incluem lead response time, taxa de contacto, número de oportunidades criadas, valor do pipeline gerado, velocidade do pipeline, oportunidades por origem, oportunidades por comercial e tempo médio por fase.

Também deve começar a ser possível comparar o pipeline atual com o baseline recolhido antes da implementação.

O objetivo não é provar que o CRM criou sozinho todas as oportunidades. É perceber se o novo processo está a permitir capturar, trabalhar e acompanhar melhor a procura existente.

A previsão comercial passa também a ser mais relevante nesta fase. Um pipeline estruturado permite não apenas perceber o que já aconteceu, mas estimar receita futura com base nas oportunidades em curso, probabilidade de fecho e desempenho histórico.

Utilize a Calculadora de Previsão de Vendas da Liminal para estimar resultados a partir do pipeline comercial

Para aprofundar como transformar CRM numa ferramenta efetiva de crescimento comercial, consulte o ebook “Como usar um CRM para vender mais”

Mês 4. Medir conversão e eficácia de Marketing e Vendas

No quarto mês, começam a existir dados suficientes para analisar taxas de conversão com mais confiança.

As empresas devem observar todo o funnel.

Não basta medir leads geradas.

É necessário perceber quantas leads se transformam em leads qualificadas, quantas passam para oportunidade, quantas chegam a proposta e quantas se transformam em clientes.

Esta análise permite identificar onde a tecnologia está efetivamente a melhorar o processo.

Marketing Automation pode, por exemplo, aumentar a taxa de passagem de leads para Marketing Qualified Lead através de nurturing e personalização.

Um CRM melhor estruturado pode aumentar a conversão de oportunidade para negócio ganho através de follow up consistente, melhor visibilidade e menos oportunidades esquecidas.

Nesta fase, os principais indicadores incluem conversion rate entre fases, cost per lead, cost per qualified lead, cost per opportunity, customer acquisition cost, win rate e origem da receita.

O objetivo é perceber se a melhoria operacional está a transformar se em eficácia comercial.

Isto exige também que Marketing e Vendas trabalhem com definições e objetivos compatíveis. Se Marketing mede apenas leads e Vendas mede apenas negócios fechados, será difícil ligar investimento em Marketing a pipeline e receita.

Utilize a Checklist para Alinhar Marketing e Vendas da Liminal para estruturar objetivos, processos e critérios comuns entre as duas equipas

A McKinsey recomenda precisamente que a avaliação do Marketing ROI esteja ligada aos objetivos do negócio e à customer decision journey, em vez de se limitar a métricas de atividade.

Mês 5. Medir receita, retenção e impacto no cliente

Ao quinto mês, o scorecard deve começar a incluir de forma mais clara indicadores financeiros.

O primeiro é receita incremental.

Pode ser analisada através de negócios adicionais, melhoria da taxa de conversão, aumento do valor médio dos negócios ou redução do ciclo de vendas.

Mas o ROI de CRM não termina na aquisição.

Customer Relationship Management também deve melhorar a capacidade da empresa para gerir a relação depois da venda.

Por isso, métricas de retenção devem entrar no modelo quando são relevantes para o negócio.

Podem incluir churn, renovação, upsell, cross sell, Customer Lifetime Value, tempo de resolução de pedidos e satisfação do cliente.

Um aumento de retenção pode ter um impacto financeiro tão ou mais importante do que gerar novas oportunidades.

Se uma empresa com 5 milhões de euros de receita recorrente reduzir churn em apenas um ponto percentual, está potencialmente a preservar 50.000 euros de receita anual.

Esse valor deve ser considerado na análise do retorno.

Também é importante evitar uma atribuição excessiva.

Nem toda a melhoria de receita ou retenção deve ser automaticamente atribuída ao CRM.

Mudanças de preços, contratação de novos comerciais, campanhas, alterações de mercado ou lançamento de novos produtos podem influenciar os resultados.

Uma medição credível deve distinguir correlação de causalidade sempre que possível.

Mês 6. Construir a avaliação consolidada de ROI

Ao sexto mês, a empresa já deve ter dados suficientes para combinar adoção, produtividade, pipeline, conversão, retenção e impacto financeiro numa única visão de performance.

Esta é a altura certa para construir uma scorecard executiva.

A primeira camada deve mostrar adoção.

A segunda deve mostrar eficiência.

A terceira deve mostrar performance comercial.

A quarta deve mostrar impacto financeiro.

Por exemplo:

Adoção

Percentagem de utilizadores ativos.

Percentagem de oportunidades atualizadas.

Qualidade e completude dos dados.

Utilização de workflows e automações.

Eficiência

Horas de trabalho manual eliminadas.

Tempo médio de criação de relatórios.

Tempo de resposta a leads.

Número de tarefas automatizadas.

Pipeline e conversão

Leads geradas.

Oportunidades criadas.

Valor de pipeline.

Taxa de conversão.

Win rate.

Duração do ciclo comercial.

Marketing

Marketing Qualified Leads.

Custo por oportunidade.

Receita por campanha.

Marketing sourced pipeline.

Marketing sourced revenue.

Cliente e retenção

Churn.

Retention rate.

Upsell.

Cross sell.

Customer Lifetime Value.

Financeiro

Receita incremental.

Receita preservada.

Poupança de custos.

Valor da produtividade recuperada.

Custo total do projeto.

ROI acumulado.

Esta estrutura é mais útil do que apresentar à Administração dezenas de métricas sem relação entre si.

É também neste ponto que uma camada de Business Intelligence e Analytics pode ganhar importância. O CRM contém grande parte dos dados operacionais, mas a avaliação de ROI pode exigir o cruzamento com investimento em Marketing, informação financeira, ERP, dados de cliente ou outras fontes.

Para aprofundar a utilização de dados na medição de Marketing e Vendas, consulte o ebook de Analítica de Marketing e Vendas da Liminal

Como transformar produtividade em valor financeiro?

Uma das partes mais difíceis do ROI measurement é calcular o valor do tempo poupado.

A abordagem mais simples consiste em multiplicar as horas libertadas pelo custo médio por hora das pessoas envolvidas.

Imagine uma equipa de 15 comerciais que poupa três horas por semana devido à automatização de tarefas administrativas.

São 45 horas semanais.

Se cada hora representar um custo médio total de 30 euros, isso corresponde a 1.350 euros por semana.

Num mês de quatro semanas, são aproximadamente 5.400 euros de produtividade recuperada.

Contudo, existe uma diferença importante entre capacidade libertada e dinheiro efetivamente poupado.

A empresa não recebe automaticamente 5.400 euros porque os comerciais pouparam tempo.

Esse valor transforma se em retorno quando essa capacidade é utilizada para atividades de maior valor, como prospeção, reuniões, negociação ou gestão de oportunidades.

Por isso, é aconselhável apresentar estes valores como produtividade recuperada e não como receita direta.

Como medir o impacto da Marketing Automation?

Marketing Automation deve ser avaliada através da sua capacidade para melhorar eficiência e eficácia.

Do lado da eficiência, devem ser considerados tempo poupado, número de campanhas executadas com os mesmos recursos, automatização de nurturing, gestão de segmentação, lead routing, atualização de dados e reporting.

Do lado da eficácia, é necessário observar engagement, geração de leads qualificadas, conversão, pipeline e receita influenciada.

Uma empresa pode enviar mais emails depois de implementar Marketing Automation e ainda assim não melhorar resultados.

Volume de atividade não é ROI.

O objetivo deve ser melhorar a capacidade de entregar a mensagem certa, à audiência certa, no momento certo, enquanto reduz trabalho manual.

A verdadeira marketing effectiveness aparece quando essa capacidade se traduz em melhores resultados comerciais.

Para aprofundar como a automação pode contribuir para resultados comerciais, consulte o ebook “Como aumentar as vendas com Automação de Marketing”

Antes de aumentar o nível de automação, também importa perceber se os processos existentes estão suficientemente estruturados. Automatizar processos pouco claros ou mal desenhados pode aumentar a velocidade sem melhorar resultados.

Avalie o ponto de partida da organização com o Diagnóstico de Automação de Marketing da Liminal

Que CRM implementation outcomes devem ser esperados em seis meses?

Ao fim de seis meses, uma implementação bem executada deve apresentar sinais claros de evolução em várias dimensões.

Os dados devem estar mais centralizados e consistentes. Os utilizadores devem recorrer ao CRM como principal sistema de gestão de clientes e oportunidades. Os processos de Marketing e Vendas devem estar mais estruturados. O reporting deve exigir menos trabalho manual. A gestão deve conseguir acompanhar pipeline e forecasts com maior confiança.

Também deve existir maior visibilidade sobre performance por canal, campanha, comercial, produto ou segmento.

Em muitos casos, devem começar a aparecer melhorias em produtividade, conversão ou receita.

Mas não existe um benchmark universal que determine que um CRM deve produzir uma determinada percentagem de ROI em seis meses.

Resultados dependem do ponto de partida, maturidade da empresa, dimensão da equipa, ciclo comercial, complexidade da implementação, qualidade dos dados, nível de automação e adoção.

Essa variabilidade é precisamente a razão pela qual a empresa deve comparar resultados com o seu próprio baseline.

Que erros tornam a medição de ROI pouco fiável?

O primeiro erro é começar a medir depois da implementação.

Sem um baseline, torna se difícil provar melhoria.

Antes do projeto, devem ser registados indicadores como produtividade, taxas de conversão, duração do ciclo comercial, número de oportunidades, valor de pipeline, churn e tempo gasto em tarefas administrativas.

O segundo erro é confundir utilização com valor.

Muitos logins não significam necessariamente que existe retorno.

A adoção é uma condição necessária, mas deve traduzir se progressivamente em resultados operacionais e financeiros.

O terceiro erro é atribuir toda a receita ao CRM.

O CRM suporta o processo. Não é o único responsável pelo resultado.

O quarto erro é ignorar custos internos.

Licenças representam apenas uma parte do investimento.

O quinto erro é medir demasiados indicadores.

Uma scorecard executiva deve incluir apenas métricas que expliquem adoção, eficiência, pipeline, conversão, retenção e impacto financeiro.

O sexto erro é procurar ROI financeiro imediato e ignorar indicadores leading.

Se a qualidade dos dados melhorou significativamente, o pipeline passou a ser gerido de forma consistente e a velocidade de resposta aumentou, existe progresso real, mesmo que parte da receita ainda esteja em pipeline.

Para evitar alguns dos erros mais comuns logo antes da implementação, consulte o guia da Liminal sobre implementação de CRM e Automação de Marketing em 7 passos

Qual é um bom ROI de CRM e Marketing Automation?

Não existe uma percentagem universal que possa ser considerada um bom ROI para todas as empresas.

O resultado depende do custo do projeto, do tamanho da equipa, do valor médio de cada cliente, do ciclo comercial e dos problemas existentes antes da implementação.

Benchmarks de mercado podem ajudar a contextualizar um business case, mas não devem ser utilizados como promessa de retorno para um projeto específico.

A análise deve concentrar se sobretudo na evolução da própria empresa.

Se o projeto reduz custos, aumenta capacidade, melhora conversão e gera receita incremental superior ao custo total, existe retorno positivo.

Se os resultados ainda não justificam o investimento após seis meses, a empresa deve identificar qual das camadas está a bloquear o retorno.

Pode existir um problema de adoção, dados, processos, automação, geração de procura, conversão ou capacidade comercial.

O ROI deixa assim de ser apenas uma métrica financeira e passa também a funcionar como uma ferramenta de diagnóstico.

Perguntas frequentes sobre CRM e Marketing Automation ROI

Como medir o ROI de uma implementação de CRM e Marketing Automation?

O ROI deve comparar o valor económico gerado pelo projeto com o respetivo custo total. O benefício pode incluir receita incremental, retenção de clientes, redução de custos e valor da produtividade recuperada. Nos primeiros meses, também devem ser acompanhados indicadores de adoção, qualidade dos dados, pipeline e conversão.

Que resultados esperar de um CRM nos primeiros seis meses?

Nos primeiros seis meses, uma empresa deve esperar progressos em adoção, qualidade dos dados, eficiência operacional, visibilidade do pipeline, velocidade comercial e reporting. Dependendo do ciclo de vendas, também podem começar a surgir melhorias em conversão, receita e retenção.

Quanto tempo demora um CRM a gerar ROI?

Não existe um prazo universal. Empresas com ciclos comerciais curtos e processos simples podem observar impacto financeiro mais cedo. Organizações com ciclos B2B longos, integrações complexas ou alterações profundas de processos podem precisar de mais tempo. Os primeiros seis meses devem ser usados para validar se os principais leading indicators estão a evoluir.

Que métricas devem fazer parte de uma scorecard de CRM?

Uma scorecard deve incluir adoção, qualidade dos dados, produtividade, lead response time, pipeline, taxas de conversão, win rate, duração do ciclo comercial, receita, retenção e custos. A seleção final deve refletir os objetivos definidos no business case.

Como medir os ganhos de produtividade do CRM?

As horas poupadas através da redução de trabalho manual podem ser multiplicadas pelo custo médio horário dos colaboradores. Esse valor deve ser tratado como produtividade recuperada e relacionado com a capacidade adicional criada para atividades comerciais de maior valor.

Como medir o ROI de Marketing Automation?

O ROI de Marketing Automation deve incluir redução de trabalho manual, melhoria da geração e qualificação de leads, pipeline criado ou influenciado, melhoria das taxas de conversão e receita atribuível às campanhas e automações.

A adoção do CRM deve fazer parte do cálculo do ROI?

A adoção não é um retorno financeiro por si só, mas é uma condição essencial para que o retorno exista. Baixa adoção conduz a dados incompletos, reporting pouco fiável e processos paralelos, limitando significativamente o valor do investimento.

Medir ROI é medir transformação, não apenas tecnologia

CRM e Marketing Automation não devem ser avaliados apenas como software.

Quando bem implementados, alteram a forma como informação, processos e decisões circulam entre Marketing, Vendas, Customer Service e Gestão.

O verdadeiro retorno pode aparecer numa oportunidade que deixou de ficar esquecida, num comercial que ganhou várias horas por semana, num dashboard que substituiu dias de trabalho manual, numa campanha que passou a gerar leads mais qualificadas ou num cliente cuja probabilidade de churn foi identificada mais cedo.

Nenhum destes elementos deve ser analisado isoladamente.

A função da scorecard de seis meses é criar uma ligação lógica entre adoção, eficiência, comportamento comercial e impacto financeiro.

Essa ligação permite distinguir duas situações muito diferentes.

Uma empresa pode ainda não ter atingido o payback total do investimento, mas estar a melhorar consistentemente todos os indicadores que conduzem ao retorno.

Outra pode ter um CRM tecnicamente implementado há seis meses e continuar sem dados fiáveis, sem adoção e sem visibilidade suficiente para demonstrar valor.

É por isso que medir ROI não deve ser um exercício realizado apenas no final do projeto.

A medição deve começar antes da implementação, com um baseline claro, continuar durante a adoção e transformar se num processo regular de gestão.

Como a Liminal ajuda a transformar CRM e automação em resultados de negócio

A implementação de CRM e Marketing Automation deve começar com objetivos de negócio mensuráveis.

Escolher a plataforma, configurar pipelines ou criar automações são apenas partes do processo. Para produzir retorno, a tecnologia precisa de estar ligada a processos comerciais claros, dados fiáveis, reporting útil e utilização consistente pelas equipas.

Na Liminal, abordamos projetos de CRM e automação a partir desta perspetiva integrada.

O trabalho começa pela compreensão dos objetivos da empresa, dos processos de Marketing e Vendas e dos indicadores que devem melhorar. A partir daí, desenhamos a solução tecnológica, estruturamos dados, configuramos CRM e automação, integramos sistemas e criamos dashboards que permitem acompanhar adoção, pipeline, conversão, produtividade e resultados.

Esta abordagem também permite avaliar o investimento de forma mais rigorosa.

Em vez de considerar o sucesso como a simples entrada em produção do CRM, definimos métricas que permitem perceber se a tecnologia está efetivamente a melhorar a operação e a contribuir para crescimento.

A escolha da tecnologia e do parceiro de implementação também influencia diretamente a capacidade de chegar a estes resultados. Plataformas como HubSpot ou Zoho podem suportar operações muito diferentes, mas a decisão deve partir dos requisitos do negócio, da arquitetura tecnológica, dos processos e da capacidade de adoção da organização.

Se estiver a avaliar plataformas ou parceiros, consulte as 10 perguntas essenciais para escolher um parceiro de implementação de CRM e avaliar soluções como HubSpot e Zoho

Como especialistas em MarTech, CRM, Marketing Automation, Business Intelligence e Inteligência Artificial, a Liminal ajuda empresas a transformar tecnologia numa infraestrutura real de Marketing e Vendas.

Porque o objetivo de um CRM não é apenas organizar contactos.

É permitir que a empresa trabalhe melhor, tome decisões com melhores dados, converta mais oportunidades e consiga demonstrar o impacto desse investimento no negócio.

Conheça a abordagem da Liminal à implementação de HubSpot

Veja a demonstração completa do HubSpot preparada pela Liminal

Feedback
No rating yet
O meu feedback:

Deixe um comentário